domingo, 19 de outubro de 2014

3ª Regularidade VCL - 2014 (III)





O VCL levou ontem à estrada a 3ª edição da sua Regularidade Moderna, na bela vila de Sintra, capital do romantismo.

Numa manhã chuvosa e traiçoeira, com o nevoeiro a pairar às primeiras horas da manhã, foi preciso querer muito repetir edições anteriores ou experimentar pela primeira vez este formato, para vestir os fatos de chuva e fazer parte da caravana de vinte e um bravos scooteristas que disputaram a classificação. 














Dezoito terminaram, lidando com um roadbook que não impunha desafios extremos de navegação e apresentava uma extensão cerca de trinta por cento inferior à de 2013. Porém, escondia inéditos doze controlos que obrigavam a constantes visitas ao relógio e ao odómetro, para manter a média imposta de trinta quilómetros por hora, o que obrigou os mais rápidos a moderar bem o seu andamento, para não penalizarem por avanço. 









As subidas à Pena, com uma árvore a barrar o caminho e a ser serrada pelos bombeiros enquanto a Bianca, de zero no escudo, passava a abrir a estrada, foi apenas uma das peripécias que todos levaram na bagagem no final do evento, para além de pontos de penalização e um almoço servido bem a horas, a justificar o acerto do formato compacto e a validade da ideia de duplicar o percurso por via de uma segunda volta.

Quem rolou pelas estradas de Sintra pôde assistir à beleza e às singularidades desta paisagem de contos de fadas, incluindo o seu microclima particular, que fazia com que os concorrentes, num perímetro de cerca de vinte quilómetros, tivessem que alternar piso seco e céu entreaberto, com estrada húmida, chuva, nevoeiro, e tudo isto em duas voltas, a fazer lembrar as Ardenas belgas. 










Por um percurso que mostrou os troços clássicos do antigo Rali de Portugal, como Sintra, Peninha e Lagoa Azul, passámos também por pérolas como o Palácio da Pena, Monserrate, o Monte da Lua ou a Regaleira, a merecerem visitas sem cronómetro no bolso. 

O bom e o mau piso alternaram, e toda a destreza dos concorrentes foi convocada para a serra serpenteante, a obrigar à constante gestão de máquinas e concentração, em especial nas descidas mais técnicas, numa combinação de empedrado molhado com relva e musgo. 









A verdade é que ninguém caiu, e foram muitos os sorrisos à chegada, a provar que quem vem, volta. Com mais ou menos pontos na bagagem. Aguardemos, pois, por 2015.






Imagens nº 5, 6, 7, 8, 9, 10 de Miguel Lázaro

5 comentários:

Rui Tavares disse...

Obrigado pela realização deste fantástico passeio, que levou a Handa Nagazoza a ter de serenar os seus cavalos não só para não penalizar em demasia por avanços, mas também para transpor sem percalços as partes mais traiçoeiras do percurso.
Parabéns também ao VCL pela manutenção da iniciativa

Castanheira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Castanheira disse...

Boas Vasco,
Vi os resultados da prova de regularidade e fiquei contentíssimo com o meu 5º lugar.
Calculava que não me tinha portado muito mal, mas sabia que não podia aspirar a grandes voos, porque apenas me limitei a controlar a duração de cada volta de 1h14m.
No próximo ano (tem de haver próximo ano) vou ter mais atenção aos tempos de controlo parciais.

Sei que que este tipo de prova é complicada de organizar, mas mesmo fazendo coisas mais simples, é importante que o VCL com ou sem a tua ajuda não deixe cair.
Não vejo mal nenhum em por exemplo repetir percursos antigos, invertendo o sentido, ou fazendo pequenas alterações, com mudança de localização dos postos de controlo. Colocar pelo meio umas provas de perícia, com gincanas por ex. Ou no limite cobrar mais alguma coisa pela participação, de modo contratar alguém para organizar, preferencialmente cativando mais participantes de maneira a garantir o devido retorno do evento.

Aproveitando para fazer um balanço das 3 edições, a primeira edição foi para mim a mais interessante em termos globais. O percurso em linha recta a acabar na bela paisagem da Serra foi fantástico. O almoço no parque de campismo idem. Tinha uma dificuldade de orientação QB e só a média de velocidade era difícil cumprir. Prometi voltar aqueles lados para tirar umas fotos e nunca mais cumpri...
A do ano passado foi sem dúvida a prova mais dura. Tinha alguns locais de navegação complicados, o trajecto era no geral bastante técnico e não era difícil perder-mo-nos nas várias povoações que atravessámos. Tal resultou (para mim) numa prova muito longa e cansativa. Acho que demorei quase 3 horas (sem parar) e na ultima meia-hora estava tão estourado que só queria que aquilo chegasse ao fim depressa. Também é verdade que fiz a prova com pendura, o que tb dificulta um pouco mais.
A prova deste ano foi quanto a mim a mais fácil. A única parte efectivamente desafiante, eram as condições atmosféricas e o estado do piso no alto da serra que obrigada a uma condução muito atenta. A navegação era simples e o facto de serem duas voltas ao mesmo percurso, com várias passagens no ponto de partida, ajudou bastante, principalmente para quem conhece a região razoavelmente.

Seja como for, adorei participar em todas elas e espero sinceramente que se continuem a reunir as condições necessárias para que a prova se mantenha no calendário anual do VCL.

Parabéns mais uma vez pelo teu trabalho e obrigado pelo excelente dia que tu e a equipa do VCL proporcionaram a todos.

Abraço
Paulo

VCS disse...

Rui,

Eu é que agradeço a tua vinda do Porto, para emprestar o brilho da Lambretta e da tua presença a este 3º episódio da Regularidade.
Haveremos de conseguir realizar outras Regularidades, é importante que quem gosta venha mesmo, faça chuva ou sol.

Abraço,
Vasco

VCS disse...

Castanheira,

Antes de mais, muito obrigado pela tua fidelidade à Regularidade do VCL, pois és dos poucos totalistas na prova !

É muito útil essa tua súmula das três edições.

Claramente preferiste a 1ª edição, para mim talvez a menos interessante das três.

A 2ª parece ter sido mais "sangue suor e lágrimas", talvez mais adaptada aos especialistas que gostam de endurance e toadas rápidas. Para mim terá sido a mais completa e difícil.

A 3ª era, no conjunto, talvez a mais fácil, e aí estamos mesmo de acordo.

Apesar de não termos muitos inscritos em qualquer das três Regularidades, a verdade é que os participantes querem e valorizam características diferentes e é, de facto, difícil compatibilizar todas. Deste-me uma ideia para a 4ª edição. Preparar um inquérito prévio para saber, por ordem de preferência, o que é que cada um valoriza: médias baixas ou rápidas ?; endurance ou paisagem ? ; percursos longos ou curtos e concentrados ? Em linha ou circuitos ?...

Um abraço,
Vasco