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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Verde Metallizzato - Vespa Granturismo






Temporariamente de passagem na minha garagem está esta Vespa Granturismo 200. Pintada numa das cores de lançamento, o verde clássico da Piaggio, reminiscência da herança dos anos 40 e 50. Nunca fui grande apreciador deste verde. Aliás, em tempos só não comprei uma ET4 125 porque entendi que não conseguiria viver pacificamente com esta mesma cor num exemplar que me interessou na altura. Hoje estou seguro que foi a decisão certa, porque logo a seguir comprei a minha Granturismo, uma das scooters de que guardo melhor memória.






Esta Granturismo verde tem algumas particularidades.

Por um lado está preparada para viajar, com porta couves frontal e traseiro, ecrã original e acrescenta o banco da GTS Super.

Por outro, monta uns Sava MC29 com uma aparência radicalmente desportiva,  um escape LeoVinci 4 Road, e mostra pouco mais de dez mil quilómetros no odómetro.

Numa saída de Outono na companhia do Miguel na Sym GTS, achei o escape demasiado ruidoso para o temperamento da Granturismo, embora tenha ficado impressionado com a qualidade de construção e acabamento. Pessoalmente gostei do tom levemente cobreado que o escape apresenta. Por outro lado, não me pareceu que acrescente algo de relevante em termos de rendimento, e não tenho dados que me permitam concluir se o consumo sai prejudicado e em que medida.







A protecção do ecrã fez-me recordar que tenho um igual na garagem e que deveria montá-lo na Bianca, tal é a diferença de conforto na estação fria.

Quanto aos pneus, fiquei com a impressão de serem lentos na fase de inscrição, pelo menos por comparação com o que recordo da minha Granturismo, e dos próprios Pirelli GTS da Bianca. Não testei à chuva, mas o desenho do piso fez-me pensar que o escoamento eficaz também não deva ter estado no topo das prioridades na sua concepção.






Em geral, e mais de dez anos passados sobre o seu aparecimento no mercado, continuo a pensar que a Granturismo ainda é uma opção muito válida e equilibrada para quem pretenda uma Vespa large frame da era moderna, e não queira ou não possa chegar à GTS em termos de custo de aquisição.

O desenho mantém-se plenamente actual, as diferenças de performance são marginais para a GTS 250, e mesmo para a 300. E o rendimento e qualidade são mais do que satisfatórios para as necessidades do utilizador médio. Sólida, económica em consumo, com potência suficiente e uma velocidade de ponta fácil na casa dos 120 kms/h, é uma companhia ideal como commuter ou viajante. Este exemplar só acrescenta a essas qualidades uma cor exótica.






domingo, 23 de maio de 2010

Ciao, Granturismo



É uma decisão difícil de explicar: vendi a Granturismo. É estranho. Não pensei demasiado, nem se trata de uma decisão muito racionalizada. Talvez até seja o oposto. O que, numa análise lógica, conduziria a uma motivação mais impulsiva.



A verdade é que nunca uma scooter (ou mesmo moto) me serviu tão bem, nunca nenhuma se ajustou a mim como esta. Como um fato feito em alfaiate. Lembro-me da alegria que senti no dia em que a trouxe de Matosinhos para casa. Senti uma imediata empatia por ela. Quem entende esta linguagem, sabe do que estou a falar: ao contrário de outras máquinas que já passaram por aqui, nunca tratei a Granturismo como um mero objecto. Como apenas um veículo capaz de me levar do ponto A ao ponto B. Confiei cegamente nela para me levar a destinos como Bragança, Sagres, Guimarães ou Covilhã. Para além da fiabilidade blindada, tinha o ritmo, o porte e a performance certa para mim, nos quase quatro anos em que habitou a minha garagem. Além de que me permitia deslocar-me orgulhoso, numa scooter bonita e graciosa, algo a eu não estava propriamente habituado.



Não deixa, por isso, de me parecer algo cruel vendê-la. Mesmo a alguém que conheço há quase trinta anos, e que agora se inicia no mundo Vespa. Sim, talvez esse facto tenha pesado na minha decisão. Mas não foi fundamental. E ainda não me arrependi. Mesmo assim, permanece difícil de explicar. 


sábado, 26 de setembro de 2009

Railroad Crossing (II)


 


 
















Explorando ambientes próximos da ferrovia em busca de cenários simbióticos com as minhas scooters. "Pode fotografar à vontade que o próximo comboio só passa daqui a hora e meia", diz-me o prestável funcionário da CP enquanto caminha pela linha e sobe a um poste para uma verificação técnica. Trocamos impressões sobre acessos a cruzamentos de linha que tenho assinalados e despeço-me, de volta à Nikon. Railroad Crossing...

domingo, 13 de setembro de 2009

A Eleita



Não sei se alguma vez a venderei. Sei que muitas vezes, quando a conduzo, ou simplesmente quando olho para ela, ainda sorrio com aquele entusiasmo infantil que me faz feliz.


Sempre que posso vou experimentando outras scooters. Velhas, novas, estafadas, restauradas, icónicas ou desconhecidas. O círculo de experiências vai-se alargando, mas se tiver que apontar a scooter de topo na minha lista, a que reúne o equilíbrio mais completo sem deixar de carregar a tradição, a que é fiel às origens sem deixar de ter personalidade, a que é envolvente sem deixar de ser pragmática no quotidiano, essa scooter é a Granturismo.


As restantes Vespa automáticas large frame, a GT60, a GTV, a GTS, a Super, todas são excelentes scooters. Qualquer delas seria bem recebida na minha garagem. As duas primeiras, embora belas, são um tanto barrocas. Nunca morri de amores pelo barroco. As últimas estão mais próximas do meu gosto pessoal mas, no que toca ao desenho (os motores são outra história) quase tudo o que as distingue da Granturismo lhes pesa. É lastro sobre um desenho polido. Cada pormenor acrescentado não diminui o brilho da solução original. Realça-o. No fundo, no design todas elas mais não são do que sucedâneos da Granturismo. Para mim – sacrilégio! - , a verdadeira herdeira da Rally 200 de 1972.