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domingo, 7 de dezembro de 2014

Frio de Dezembro





A vaga de frio polar aterrou no fim de semana, mesmo a tempo de um passeio para carregar as baterias na LML até à Figueira da Foz. Menos do que a dela, que é nova, o importante é mesmo a minha bateria. Alguns amigos apareceriam para o almoço anual de Dezembro do ScooterPT, não era exacto quantos seriam, mas esse também não era o factor mais importante. A verdade é que tinha urgência em rolar. Afastar uma camada já densa de preocupações quotidianas que me ocupam o processador - o humano -  , e deixar que a deslocação do ar faça esse trabalho de polimento ao passar pela nossa carapaça em cima do frágil engenho.  





Antes que perguntem, o 14 no escudo da LML é uma coincidência, e nada tem a ver com o calendário. Há uns anos atrás, a Scuderia Sereníssima recebeu este número no Lés a Lés. Preparei os vinis, um para a Helix, outro para a T5 do Rui, que acabou por não ir. O vinil ficou desde então na garagem até que há dias se reencontrou comigo. Está um pouco desproporcionado, mas até que a LML receba um polimento - que bem precisa - talvez o mantenha. Mas o melhor é não fazer planos.   












sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Frio na Figueira (II)





Ferrugem e semi-slicks. Duas linhas verticais que, apesar de não se cruzarem, se fundem simbolicamente num objecto único, projectado para ampliar sensações. Usar intensivamente uma clássica, como esta Lambretta do Duarte, exige  pontes entre o antigo e o moderno. Os pneus são o exemplo paradigmático de uma evolução de meio século. E não há nenhuma boa razão para não os usarmos com performance actual. Afinal, ninguém circula com pneus fabricados na década de 1960. 





A poção mágica no recipiente desfocado e azulado é moderna. E crucial para evitar uma salada espontânea de metais dentro dos cárteres. O resto é ouvido. Despe, veste balôn. E ter fé. Muita fé. 




Na Figueira surge sempre um leque de clássicas mais abrangente. A minha Helix não esteve, mas a sua prima que mora em Coimbra não faltou à chamada. Esta cinzenta mantém-se jovem e extrovertida, e no meio das italianas faz sempre um figurão. Olha-se sempre para ela, mesmo quando as Lambrettas estão na praia a fazer topless.





























sábado, 14 de dezembro de 2013

Frio na Figueira






Depois de várias semanas longe de actividade scooterística digna desse nome, rolar num dia de inverno de sol a sol merece um post. O pretexto para vir à superfície respirar foi o encontro anual de amigos do scooterpt que atraiu à Figueira da Foz cerca de três dezenas de scooters e seus condutores. Sem medo do frio.






Vimos amigos, máquinas a fazer fumo e a 946 branca do Marrazes ainda dentro do stand. Como habitualmente, as moscas invadiram carburadores italianos. A minha Bianca, que já no ano passado tinha vindo às Moscas da Figueira, ultrapassou a barreira dos cinco mil quilómetros, pouco mais de mil por ano. É como ter um clássico, mas sem as chatices de um clássico. Por exemplo, gicleurs. Contas de cabeça e afinações de ouvido numa Lambretta com lastro aeronáutico. Nas mãos certas, voa. Mais rápido do que uma mosca. Ou Vespa.
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 
 
 

 
 

 

domingo, 9 de dezembro de 2012

Figueira, Frio na Foz (II)




Depois de alguns perfis no encontro da Figueira da Foz,  o cartão de memória registou também detalhes, com merecido destaque para um irrequieto trio de Lambrettas. Uma Li bem conhecida, a do Duarte Marques, uma SX200 dans son jus, e uma TV 175 com um restauro atento.  Ao lado da Bianca, o trio encena uma declinação da expressão popular: a galinha e os pintos.






























segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Figueira, Frio na Foz



Uma estranha atracção do carburador da T5 do Rui Tavares pelo mais plebeu dos insectos, a mosca, acabou por fixar na rede o nome deste encontro que tradicionalmente marca o fim do ano no âmbito do scooterpt: moscas da figueira.

Uma conjugação feliz de disponibilidades fez com que pudesse regressar depois de 2009, dividindo agora os caminhos para a Figueira da Foz com um grupo de velhos amigos que há muito não se reuniam. Duas Vespa PX, uma LML e duas GTS 300 a combater a massa de ar frio num dia luminoso de inverno. À noite, no regresso, a partilha foi ainda mais literal: dividi a faixa de rodagem e o potente farol da minha Bianca com o Júlio, ocasionalmente de volta às scooters na cega PX bunny style do Hugo Oliveira.




















domingo, 20 de dezembro de 2009

Frio de Dezembro na Figueira




O Inverno que aí está costuma fazer desaparecer da estrada a maioria das scooters que habitam por paragens lusitanas. Apesar de, por norma, a estação fria não ser muito inclemente nos climas temperados do sul da Europa, no nosso belo rectângulo é comum verificar-se um fenómeno climático que combina garagens quentes com condutores friorentos.


Para provar que esta tendência não é uma fatalidade, alguns scooteristas marcaram rapidamente um encontro, com azimutes virados para a Figueira da Foz, a pretexto de um almoço que serviu para juntar à mesma mesa uma vintena de capacetes.
 
 
Vindos de Guimarães, Porto, Aveiro, Coimbra ou Lisboa, em comum traziam várias camadas de equipamento de Inverno e vontade de dar muitas voltas às diminutas rodas das suas scooters. Calor só mesmo nas pequenas cambotas, porque o domingo estava gélido, embora seco. Em Dezembro temos poucas horas de luz natural e as scooters são, por definição, um veículo lento. O que nos obriga a chegar, ver a Figueira de raspão e zarpar. Como é serena a Figueira, serra e mar abraçados. É que, na Serra da Boa Viagem, no topo da torre de vigia do guarda florestal, cabe tudo no visor da minha máquina.