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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Um Longo Inverno





Nas últimas semanas tenho dedicado muito pouco do meu tempo às duas rodas a motor. Razão mais do que suficiente para me abster de escrevinhar novas entradas no blog. Este facto não significa que não haja alguns projectos em andamento neste sector. Bem como outros, até com bom potencial, que nasceram e entretanto... morreram.

No primeiro caso esteve a primeira ida da Bala, a minha LML 221, à Oldscooter para a revisão dos três mil quilómetros. Como se antevia, a Bala suscitou alguma curiosidade entre a equipa, que queria saber até que ponto o kit Polini e os seus periféricos se comportavam quando instalados numa LML 200 4T. As reacções foram em linha com o que eu esperava. É um tractor em força, mas falta-lhe alegria na parte final da gama de rotações, e a velocidade máxima também não impressiona. Claro que num motor com estas características é normal que tenhamos que fazer escolhas. Afinal, isto não é um VTEC ! A verdade é que, para já, estou bastante confortável com este set up mais touring, sem grandes alaridos nem velocidades de radar. De resto, a revisão correu sem supresas para uma scooter com tão imberbe quilometragem. Óleo e filtro, acrescidos da afinação de válvulas, que de acordo com o Manel (e o manual), é essencial a cada revisão. 





Enquanto a Oldscooter tratava da Bala, desloquei-me em Lisboa durante o dia na própria P125 do Manel. É uma máquina com várias camadas de patine (literalmente) e estranhamente aditiva de guiar. Mas não em ambiente urbano, por culpa de uma embraiagem com molas cuja força rivaliza com algumas máquinas de musculação. Exactamente ao contrário da Bala. Esta P125 monta um T5 com uns segredos bem guardados. E é uma fisga quando lhe instigamos a rotação certa. Desde que seja alta. Para estrada aberta, antevejo que seja o que eu gosto de chamar um motor de chocolate: delicioso. Mas por vezes algo enjoativo, quando usado em doses exageradas.




Está também à porta o primeiro evento do ano, e um dos mais acarinhados no Vespa Clube de Lisboa: a Serra da Estrela. Já estamos na fase em que o tempo se conta em semanas, esperemos que continue a nevar no cume até lá. O ideal mesmo é que neve até às vésperas, para podermos andar lá em cima com estrada desimpedida, idealmente seca, e paredes de neve em volta da estrada, acima das nossas cabeças.

Ora, para as agruras meteorológicas da Serra, que scooter será a ideal ? Piaggio MP3. Foi mesmo uma das primeiras que estive a algumas horas de trazer para a garagem, não fosse um comprador mais afoito se ter antecipado à negociação muito avançada que tinha em curso com o vendedor. Há muito que gostava de ter uma MP3, em bom rigor desde que experimentei uma das primeiras em 2007, logo quando saíram. Essas 250, hoje com alguns quilómetros, começam agora a aparecer a preços mais convidativos. Era um negócio demasiado bom para resistir e constituiria uma adição interessante ao line up actual. A ideia seria gozá-la durante uns tempos e até já estava pré-autorizada pelo desorganizador-mor, o Ernesto, para fazer o Lés a Lés este ano. Que pena. Esta foi mesmo por muito pouco. 
  



Imagem nº 4 - Vespa Clube de Lisboa
Imagem nº 5 - Piaggio


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Bons Hábitos







Volto a publicar aqui um post quase um mês depois de ter vendido a Azeitona, a LML 150 verde. A disponibilidade de tempo tem sido tanta que ainda não fui buscar a minha nova scooter.

Tudo isto significa que estive quase quatro semanas inteiras enterrado em trabalho, sem tirar da garagem a Bianca, excepto para dar alguma carga à bateria. Tréguas de não mais de uma hora. Na prática, estive sem andar de moto e com uma nova scooter comprada... há um mês. 

A nova máquina permanece à minha espera no norte do país. Sábado é o dia. Para evitar mais atrasos e afastar mentalmente eventuais novos compromissos profissionais, acabo de comprar o bilhete na CP. Conto que seja o carimbo que faltava para pôr termo à espera.

A madrugadora viagem de comboio lembra-me subida idêntica que fiz em 2006 para ir comprar a minha Vespa Granturismo 200. Também no Outono. Esta será a terceira scooter que compro na zona do Porto. Os bons hábitos são para repetir.   






domingo, 29 de março de 2009

Dose Dupla




Vou ser honesto: não preciso de uma segunda scooter. Na verdade, nem da primeira necessito. Por razões familiares e profissionais, é-me totalmente impossível fazer um uso diário regular da scooter. O que relega a sua utilização para os momentos de descompressão das rotinas dos dias (in)úteis. Então, porquê uma segunda scooter? Bom, não sei explicar muito bem. Se calhar porque não existe justificação plausível. Tem que haver?

Sempre me causou perplexidade – talvez até um pedaço de inveja mal assumida - o facto de ter alguns amigos com tempo e disponibilidade para ter várias scooters (ou motos, ou carros antigos, tanto faz) em simultâneo.


Alguns deles aparentam conseguir gozá-las convenientemente. Dar-lhes uso regular não me parece tão simples assim. Seguros, baterias, o próprio desgaste do material parado. Para mim, conciliar a utilização de duas scooters já me parece exagerado, mais de três é uma overdose.


Por outro lado, é um facto que a minha Vespa permanece imaculada para quem já conta quase cinco anos e continua a entusiasmar-me como no primeiro dia em que a trouxe de Matosinhos, numa tarde solarenga de Outono. Já percorreu o país de Minhos, Beiras e Alentejos, por montes e vales e já conhecemos juntos muitas das nuances da nossa heterogénea paisagem. Começamos a ter cumplicidade.


Se calhar é por isso mesmo, porque começo a sentir que a Granturismo já começa a fazer parte da minha história, quero cada vez mais continuar a usá-la e simultaneamente a preservá-la como se de nova se tratasse. O que é incompatível, muitas vezes, com uma utilização muito mais descontraída (ou diária), ao bom estilo olha-mais-um-risco-baahh-esquece-isso …


Precisava, por isso, de arranjar algo mais maduro, de preferência totalmente diferente da scooter que já tinha. Quando, no scootercamping, experimentei pela primeira vez a estranhíssima Helix, fiquei siderado com a bizarria de tal engenho. Aquilo é um avião do tempo da guerra das estrelas, suave, confortável e com fama de indestrutível. Quase por acaso, encontrei uma a um preço justo. Zás! Comprei-a.


O que conseguirei fazer com duas scooters na garagem é matéria para ir avaliando ao longo do próximo ano. Por enquanto, sabe-me bem variar entre a souplesse da Helix e o nervo da Granturismo.