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domingo, 1 de novembro de 2015

A Bala






...E a nova scooter é... (som dos tambores)... outra LML ! (som de palmas e algumas vaias)...

O mecanismo de decisão de compra foi contrário ao que utilizei quando fiquei com a 150 verde. Para a Azeitona resguardei a possibilidade de rapidamente me arrepender e mantive durante uns meses largos a Honda CN em paralelo, até me sentir preparado para essa libertação de uma japonesa quase perfeita.

Com esta LML foi diferente. Apareceu no meu radar via Duarte há um pouco mais de um par de meses, e encaixava na perfeição no que pretendia. Uma LML quase nova, com o motor que queria, o 200, e com mais algumas vitaminas adicionais para escalar andamento com as Lambretta e as Vespa mais espevitadas dos meus companheiros de Lés a Lés. 






Havia apenas que confirmar que as anfetaminas não afectavam de forma muito desproporcional o consumo e, muito em especial, sem tornar a autonomia ridícula. Os testes que o Duarte foi fazendo no final do Verão garantiram resultados dentro das previsões nesse capítulo, pelo que avançámos.

Em cerca de quinze dias vendi a 150, já com esta 200 segura no meu futuro portefólio. 














E o que é que esta máquina tem de diferente ? Em primeiro lugar está realmente nova, sem ferrugens nem toques, que eram abundantes na 150. E depois tem um motor bastante diferente. Com uma capacidade para scooter touring significativamente maior, sem perder uma grama do que de bom tem este desenho.

Acresce que dentro do 200 encontramos um Polini 221, com o também italiano carburador azul certo, carreto e, por fim, o escape Giannelli. Tudo material de primeira, numa scooter praticamente em rodagem. Veio parar às minhas mãos com dois mil quilómetros feitos desde que saiu do stand.

Ontem fez a viagem da Póvoa do Varzim para casa, cerca de trezentos e cinquenta quilómetros, sem pressas. Tirei os maus Dunlop que trazia de origem e escolhi outros, da mesma marca, mas bons: os Scootsmart. O Mestre Ribeiro fez a troca e entregou-ma já calçada de fresco. Entretanto já o Hugo Reis tinha ido buscar-me ao comboio em Gaia. A viagem até à Póvoa deu para pôr alguma da conversa em dia, depois do sono leve proporcionado pela nossa ferrovia no comboio desde Lisboa. Foi neste contexto de dia exclusivamente dedicado ao bom lazer, com um céu negro com algumas abertas mais a sul, que fiz os primeiros quilómetros desta nova aventura. A minha sexta scooter. 

É preta, banco creme, jantes pretas. A minha filha já a baptizou: parece uma Bala. 

Segurem-se.






quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Scomadi





Depois de anos de desenvolvimento, e de notícias que vão chegando a conta gotas, com sucessivas versões de protótipos no modelo 300 Turismo Leggera, recebi hoje na caixa de correio  um email da Scomadi a dar-me novas sobre a sua representação ibérica, com vários concessionários em Espanha e, para já, um concessionário em Lisboa.
 
Já é sabido há algum tempo que serão disponibilizadas versões de 50cc (na imagem), 125cc, e de 300cc, todas automáticas, mas com inspiração nas DL que a Lambretta produziu no final da década de 60 e início de 70.
 
Há muita expectativa em especial em relação ao que o modelo 300, com o motor Piaggio da GTS, conseguirá oferecer.
 
A Lambretta é uma religião parecida com o Sebastianismo: muitos anseiam por que volte. O problema é que tem havido, ao longo dos tempos, demasiados alarmes falsos por entre o nevoeiro. E nunca apareceu um Sebastião que se aproximasse do original.A Scomadi tem vantagem perante as demais: não usa o nome Lambretta, embora o carregue de outras formas.

Ainda não vi nenhuma Scomadi ao vivo. E estou curioso. Porém, receio que a minha expectativa seja demasiado alta. Não conheço o plano de negócios da Scomadi, mas parece-me que não faz sentido produzir uma scooter com este fardo que não seja de qualidade de construção e de engenharia acima de uma Vespa GTS 300. Posso estar enganado, mas talvez seja mais fácil vendê-la se for realmente um produto de topo, com um preço a condizer, diferenciado, com rigor de materiais acima de qualquer suspeita, e quase hand made. Do que fazer uma scooter em massa no Oriente com controlo de qualidade inconsistente, um produto inferior à Vespa GTS 300, vendendo-a por preço semelhante a esta. Eu não teria dúvidas onde pôr o meu dinheiro.

Não quero antecipar o futuro desta nova investida até porque, como disse, não vi nenhuma ainda. Mas seria bom que as Scomadi viessem para ficar e pelas melhores razões. Fiquem atentos.

Imagem: Scomadi    


 

domingo, 3 de agosto de 2014

Um Gelado Chamado LML






E de repente, algo de muito irracional aconteceu. Farto de ter scooters ou estupidamente boas como a Honda CN 250, ou irreprimivelmente lindas como a Vespa GT(S), decidi  cometer um acto que na escala de lógica compara com o conflito israelo-palestiniano, e é tão útil como andar com um telemóvel sem bateria no bolso: comprei uma terceira scooter. A boa notícia é que ela não está dispersa em caixotes. E até anda perfeitamente. 


Mas não me bastei com a compra de uma scooter. Usei de um certo requinte. Comprei uma LML. Cruzes ! Já vários amigos conhecedores da marca, porque com ela trabalham ou têm experiência própria, tinham sido chamados a dar uma opinião sincera: Posso ? Devo comprar uma, se me apetecer muito ? As respostas sempre foram pelo menos semi-negativas, para ser simpático.




Porque todos os que me conhecem sabem que eu fujo de um saco de ferramentas. Porque scooters que amuam não casam comigo. E porque scooters que têm tendência para pedir ajuda quando são solicitadas para trabalhar é algo que prefiro fotografar ou observar à distância, quando quem usa o capacete e as ferramentas sabe o que está a fazer para resolver o problema.





Então porquê uma LML ? Porque esta é a quatro tempos, o que auxilia os meus baixos níveis de coerência a manterem-se à tona de água. Porque tem a segunda cor de combinação mais bonita que a LML jamais produziu. Porque é manual. Porque o preço era tentador. Porque estava referenciada por amigos. E – esta ficou para o fim - porque as crianças quando escolhem um gelado usam várias técnicas sofisticadas para o ter, mesmo que os adultos, do alto da sua racionalidade, demonstrem aos pequenos que só gostam da imagem do gelado no escaparate. E não do seu sabor.


É agora que vou saber se é mesmo assim.






quinta-feira, 1 de julho de 2010

Nuova Vespa ! Vespa GTS 300 i.e. Super





É altura de anunciar aqui o estranho mas nobre motivo da venda da Granturismo: chama-se Vespa GTS 300 i.e. Super. E representa a concretização de um desejo que já vem inquietando o meu subconsciente há uns meses largos.

Por vezes temos mesmo que dar prioridade à emoção e preterir a razão.




Não tinha nenhum forte motivo para vender a Granturismo. A não ser… comprar uma Super !

A Granturismo estava quase nova e conservava até um brilho original muito pouco usual numa scooter com seis anos.

Do ponto de vista estritamente financeiro era uma troca objectivamente desaconselhável, uma vez que ia adquirir - pela primeira vez na vida - uma scooter zero quilómetros, abdicando de outra que já pouco ou nada desvaloriza.

Também do prisma da utilidade nenhum argumento racional pude encontrar que me fizesse trocar duas scooters que, na essência, são praticamente iguais.

A razão é, assim, puramente emotiva.

Simplesmente sou fascinado por este desenho. Até pela peça de design industrial que esta Vespa indiscutivelmente é, pelo que representa, pela história que carrega aos ombros. Para lá da própria scooter.








Passei o primeiro dia a fazer pouco mais de setenta quilómetros. A parar. A arrancar. A deter-me outra vez. Parecia uma criança, querendo fixar-lhe a expressão. Olhar para ela, rodar nela e admirá-la. De todos os ângulos. Enquanto a recolhia na garagem, manobrando-a, pensei para mim: “…não estava preparado para deixar de ter uma Vespa…”.

Chama-se Bianca. Homenagem a Nanni Moretti, à Itália, e à cor branca que veste, Montebianco.  

Aqui está ela em fotogramas felizes...