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terça-feira, 2 de junho de 2009

A Cub e o Palheiro



Lembram-se do post da Symba? Pois bem, provando que o que é altamente improvável não é impossível, recebi um email do amigo Fernando Pires que não só me informou que é o feliz proprietário de uma Honda Cub, como me enviou uma foto da sua máquina. Não é uma foto qualquer, como podem ver a Cub está mesmo num palheiro.

Trata-se de uma C102, um exemplar pioneiro cujo ano de produção exacto ainda não foi possível apurar, mas seguramente da década de sessenta. Da sua máquina o actual proprietário destaca a simplicidade e dimensões contidas do seu motor, notando que não tem bomba de óleo e que usa um tubo de lubrificação externa para levar o óleo do cárter à cabeça das válvulas. Uma ranhura em espiral na árvore de cames é responsável por bombear o óleo do cárter para a cabeça. A embraiagem é centrífuga e a caixa, nesta versão, tem três velocidades. O motor de arranque é ainda de 6 volts.

A história mais remota desta Cub é ainda nebulosa, mas aparentemente terá sido trazida para Portugal por um japonês, tendo ficado largos anos parada no aeroporto de Lisboa. Veio depois a ser adquirida por um polícia que prestava serviço no aeroporto da Portela. Este, por sua vez, vendeu-a a um residente em Vila Velha de Ródão. Aqui chegada não teve vida fácil, cumprindo tarefas quotidianas duras como vencer desníveis acentuados vindos do Tejo, carregando duas pessoas e uma caixa de peixe. Aos trabalhos forçados o motor conseguiu sobreviver a funcionar, mas o empeno da forquilha sugere uma desaceleração inesperada por embate em objecto sólido imprevisto. A boa notícia é que já há nova forquilha.

Actualmente, e após resgate do palheiro em Vila Velha de Ródão, já se encontra a aguardar mais material e tempo disponível para que o seu mais recente proprietário lhe dedique toda a sua atenção. A ideia é fazê-la regressar a uma condição tão próxima quanto possível da original. Bem merece!

Até lá vou ficar atento a este restauro. Com um pouco de sorte e oportunidade ainda volto à Cub para um ensaio de estrada... e para arquivar a imagem do palheiro.


Imagem: Fernando Pires