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domingo, 16 de outubro de 2016

Dez Anos de Vespa GT(S)




Com a temperatura a descer e o trabalho a apertar, sabe ainda melhor gozar uma volta de cerca de duas horas na Bianca.

Ontem, em Montejunto, enquanto quase planava a descer lentamente a serra, lembrei-me que comprei a minha primeira GT no primeiro dia de novembro de 2006. E que desde aí nunca mais estive um dia sequer sem ter uma GT ou GTS na garagem.

Dez anos de enamoramento não só pelo desenho, mas pelo que a scooter permite, pelo que oferece e pelo objecto magnífico que é. Se voltasse atrás, voltaria a comprar exactamente a mesma scooter, a mesma versão e cor. Se fosse comprar hoje, era este modelo (e não o actual) que quereria comprar. Convenhamos que não é muito comum ver histórias que perduram tão felizes na indústria motorizada hoje em dia.

Especula-se que na EICMA, já em Novembro, a Vespa possa apresentar uma nova GTS. Não sei se será já este ano. Sei que não é fácil substituir a GTS. E com as cada vez maiores restrições ambientais, não é certo que a próxima vá melhorar a experiência.   

Para quem tenha curiosidade em saber como é viver com esta já icónica série da Vespa, recomendo o óptimo guia de compra do ScooterLab. Está lá tudo. 

Entretanto, dez anos já voaram.

Still crazy after all these years.  







sexta-feira, 25 de abril de 2014

Renovação de Veludo - Vespa GTS Super MY 2014





A Piaggio acaba de anunciar uma tímida renovação da GTS, a mais rápida Vespa de produção de sempre na sua declinação 300.

Com origem na GT 200L, apresentada em 2003, que evoluiria para a GTS 250 i.e. em 2005, a GTS 300 Super surgiu no mercado em 2008, há já seis anos. E desde essa altura que o modelo estava intocado, sem sofrer qualquer alteração - mesmo estética - digna desse nome, o que, não sendo propriamente um feito, começa a ser raro para os padrões da indústria do século XXI.     

Há muito que se especulava sobre uma inteiramente nova GTS com o motor da Beverly 350, com ABS/ASR e uns respeitáveis trinta e três cavalos de potência, mais onze do que os que se podem encontrar na actual GTS 300. 





Aparentemente este anúncio de 24 de Abril vem afastar, pelo menos para já, dois cenários: a possibilidade do lançamento imediato de uma nova GTS com uma monocoque diferente da original apresentada em 2003 na GT 200. E a hipótese da instalação do motor 350 no quadro actualmente existente, talvez por se entender que a disponibilidade de potência é demasiada para a configuração de rodas de doze polegadas.

Em termos mecânicos, está disponível o ABS/ASR de dois canais como novidade (embora na antiga 250 já existisse a opção ABS), mas com a mesma motorização 300 até aqui em catálogo. Mantém-se o monobraço tradicional à frente, embora com o novo sistema ESS que (julgo) se propõe estabilizar o afundamento na travagem, já visto na nova Sprint.

Para além destas diferenças de ordem mecânica, existirá agora uma outra para quem anda sempre ligado: a possibilidade de conexão da GTS com smartphones através de uma plataforma multimédia Vespa pensada de raiz para permitir aceder, por exemplo, a vários parâmetros de performance da scooter.  





No mais, a renovação estética - em geral para pior - que é ténue e de detalhe:  novo farolim com relevo e de aro cromado, luzes de presença com LED, um novo painel de instrumentos com inspiração nas primas mais novas Primavera e Sprint. Friso diferente no banco, tampa do avental, bacalhau e alguns outros pormenores quase invisíveis.

No fundo, essa quase invisibilidade só serve para mostrar o avesso dessa mudança: que a GTS é e continua a ser uma scooter bem desenhada e que envelhece moderna. Ou será que devemos dizer clássica ?





Imagens: Piaggio Group