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quinta-feira, 14 de setembro de 2017
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
O Futuro e o Canivete Suiço
Após semanas sem sair da garagem com o capacete na cabeça, penso nas minhas escolhas de duas rodas para o próximo futuro. Há um lado de mim que me diz que duas scooters já chega. E outro que quer viajar mais vezes para distâncias mais longas em espaços de tempo mais concentrados, tipicamente um fim de semana, como fiz com a NC700X do Júlio em Julho.
O clássico objectivo difícil de conciliar com a scooter, que é lenta por definição. A scooter é excelente para explorar, e como companhia de viagem também não se deve menosprezar, porque é uma ferramenta capaz e muito mais divertida do que parece à primeira vista.
Porém, quando se trata de ligar A a B, e esses lugares estão suficientemente afastados para consumir na íntegra (ou quase) o tempo disponível, a consequência é óbvia: fica-se sem oportunidade para explorar o destino. Não se corre para B, mas fica-se sem tempo para estar em B. O que também é uma limitação, e muitas vezes não é pequena.
Por outro lado, o alcance da scooter em horas / quilómetros é também mais reduzido, o que limita o perímetro a explorar à volta de casa.
É certo que a Vespa GTS está a meio caminho entre uma scooter tradicional pequena - vamos dizer, a LML - , e uma moto em termos, por exemplo, de capacidade para rolar. Mas não é a mesma coisa, e também não foi com esse objectivo que comprei a GTS.
A solução passa, então, por adicionar uma moto. Que moto ? Uma velha, com certeza.
Nos últimos anos equacionei comprar, a espaços e com intensidade variável, uma moto de enduro suave e pequena, entre uma Yamaha Serow 225 e uma Honda NX 250. Tinham a vantagem de poder utilizar perto de casa, em trilhos, despreocupadamente. E de aprender a andar em terra. Essas aspirações endurísticas foram amolecendo no meu espírito, e não chegaram a concretizar-se. Hoje, para o que me apetece fazer, também não se adequariam, uma vez que o alcance em termos de perímetro não seria substancialmente diferente de uma scooter, para viajar em pouco tempo.
Sobra, assim, uma moto suficientemente velha para ser económica na aquisição, moderadamente poupada, com capacidade para fazer quilómetros em conforto, suave, robusta, com dois cilindros, apta a algum fora de estrada, e fácil de voltar a vender se concluir que a utilização que lhe vier a dar não é suficiente para justificar mantê-la no estábulo.
Esse canivete suíço existe e tem um nome: Honda Transalp 600V.
Resta agora encontrar o negócio certo.
domingo, 30 de novembro de 2014
Dilemas de Garagem
As últimas semanas têm sido de transição. A Bianca está já em casa, depois de um mês a reparar a barriga e a parte inferior do estrado, que apesar de todo o cuidado no uso já não estava como era suposto estar: como saiu da fábrica.
É um desafio que reconheço pouco usual e ainda menos racional tentar manter a originalidade da Bianca, usando-a pouco e, simultaneamente, carregá-la de história cúmplice. É um paradoxo difícil de resolver mas que, por alguma razão, continua a fazer todo o sentido no meu espírito, passados quatro anos. Talvez o facto de ter noção de que esse objectivo é desfasado do uso que o comum proprietário destina a uma scooter ajude a explicar a minha apetência por ter outra, que actualmente até são duas, a Helix e a LML.
domingo, 3 de agosto de 2014
Um Gelado Chamado LML
E de repente, algo de muito
irracional aconteceu. Farto de ter scooters ou estupidamente boas como a Honda CN 250, ou irreprimivelmente lindas como a Vespa GT(S), decidi cometer um acto que na escala de lógica compara
com o conflito israelo-palestiniano, e é tão útil como andar com um telemóvel
sem bateria no bolso: comprei uma terceira scooter. A boa notícia é que ela não está dispersa em caixotes. E até anda perfeitamente.
Mas não me bastei com a compra de uma scooter. Usei de um
certo requinte. Comprei uma LML. Cruzes ! Já vários amigos conhecedores da
marca, porque com ela trabalham ou têm experiência própria, tinham sido chamados
a dar uma opinião sincera: Posso ? Devo comprar uma, se me apetecer muito ? As
respostas sempre foram pelo menos semi-negativas, para ser simpático.
Porque
todos os que me conhecem sabem que eu fujo de um saco de ferramentas. Porque
scooters que amuam não casam comigo. E porque scooters que têm tendência para pedir ajuda quando são solicitadas para trabalhar é algo que prefiro fotografar ou
observar à distância, quando quem usa o capacete e as ferramentas sabe o que está a fazer para resolver o
problema.
Então porquê uma LML ? Porque
esta é a quatro tempos, o que auxilia os meus baixos níveis de coerência a
manterem-se à tona de água. Porque tem a segunda cor de combinação mais bonita
que a LML jamais produziu. Porque é manual. Porque o preço era tentador. Porque estava referenciada por amigos. E – esta ficou para o fim - porque
as crianças quando escolhem um gelado usam várias técnicas sofisticadas para o
ter, mesmo que os adultos, do alto da sua racionalidade, demonstrem aos pequenos
que só gostam da imagem do gelado no escaparate. E não do seu sabor.
É agora que vou saber se é mesmo
assim.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Garagem a Rolar
Tenho alguma escrita em atraso por aqui e muitas fotografias para descarregar, espalhadas por várias memórias.
A Bianca não tem sentido o sol a queimar-lhe a pele. Pelo menos não tanto quanto sei que gostaria. Confesso que de manhã e à noite, quando passo pela garagem, não consigo deixar de rodar a cabeça e dedicar-lhe um olhar de relance. Embora minimalista, sabe-me bem o ritual.
Este fim de semana consegui fintar a agenda e receber o meu amigo Júlio para, num par de horas, engordar a rodagem da Bianca. Aproveitei e revi a minha Helix de passagem, pois tem estado nas mãos dele, cumprindo a nobre e espinhosa missão de substituir a sua GT cinza nas tarefas quotidianas.
Foi um cenário diferente, ver as minhas duas scooters a rodar ao mesmo tempo. Uma visão inédita, pretexto perfeito para que, numa das nossas frequentes paragens, o Júlio fizesse esta curiosa imagem.
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