Mostrar mensagens com a etiqueta Bianca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bianca. Mostrar todas as mensagens

domingo, 16 de outubro de 2016

Dez Anos de Vespa GT(S)




Com a temperatura a descer e o trabalho a apertar, sabe ainda melhor gozar uma volta de cerca de duas horas na Bianca.

Ontem, em Montejunto, enquanto quase planava a descer lentamente a serra, lembrei-me que comprei a minha primeira GT no primeiro dia de novembro de 2006. E que desde aí nunca mais estive um dia sequer sem ter uma GT ou GTS na garagem.

Dez anos de enamoramento não só pelo desenho, mas pelo que a scooter permite, pelo que oferece e pelo objecto magnífico que é. Se voltasse atrás, voltaria a comprar exactamente a mesma scooter, a mesma versão e cor. Se fosse comprar hoje, era este modelo (e não o actual) que quereria comprar. Convenhamos que não é muito comum ver histórias que perduram tão felizes na indústria motorizada hoje em dia.

Especula-se que na EICMA, já em Novembro, a Vespa possa apresentar uma nova GTS. Não sei se será já este ano. Sei que não é fácil substituir a GTS. E com as cada vez maiores restrições ambientais, não é certo que a próxima vá melhorar a experiência.   

Para quem tenha curiosidade em saber como é viver com esta já icónica série da Vespa, recomendo o óptimo guia de compra do ScooterLab. Está lá tudo. 

Entretanto, dez anos já voaram.

Still crazy after all these years.  







sábado, 21 de março de 2015

Como Uma Luva





Estreia do Bell Le Mans num dos últimos dias de inverno seco. Uma espécie de luva feita à medida. O modo como se molda à forma da cabeça é um passo em frente em relação aos meus capacetes anteriores. O peso também é contido e o acabamento luxuoso. Mas não é perfeito. Do lado negativo diria que o ruído do vento é elevado, mais até do que já estava à espera. Ear plugs obrigatórios. 
   




Outra estreia foi a das minhas primeiras luvas de inverno em Gore Tex. Na Serra tive mais uma demonstração das fraquezas das membranas de impermeabilização que as várias marcas tradicionais têm em catálogo, sob os mais diversos nomes, que não Gore Tex. Há muito afastado pelos preços sempre acima dos três dígitos, decidi procurar novamente e mostraram-me estas IXS Sonar Gore Tex a um preço terreno (setenta euros). Decidi experimentar. Suficientemente finas e confortáveis. Agora é preciso que chova. 




domingo, 21 de dezembro de 2014

Borracha






Seis mil quilómetros depois, o Pirelli GTS traseiro acabou. O pneu frontal acusava muito menos desgaste, mas estava estranhamente ressequido nas paredes laterais, para além de que havia sido construído em 2009. Se esperasse pela próxima troca do pneu traseiro, provavelmente estaria com oito ou dez anos. Acresce que não ia voltar aos Pirelli GTS, pelo que decidi trocar os dois.


Depois de ter ouvido boas referências da Motocenter, solicitei orçamento e conselhos sobre que borracha montar. O serviço de aconselhamento foi célere e eficaz e após alguma ponderação optei pelos Michelin City Grip, a escolha OEM que actualmente é usada pela Piaggio nas novas Vespa GTS.
 

 
 
Marquei para sábado de manhã, e depois dos últimos quilómetros gelados e cheios de nevoeiro em cima dos Pirellis, fui recebido pelo simpático Francisco, sócio da Motocenter com quem tinha trocado os emails. Quando tirei o capacete fechado o Francisco reconheceu-me como... organizador da Regularidade do VCL ! Rapidamente associei e percebi que é um dos participantes habituais na sua PK50 preta e também sócio do Vespa Clube de Lisboa. O que não sabia é que tinha uma oficina de pneus. 

 
A Motocenter é um espaço aberto ao público em 2014, com instalações centrais em Lisboa, perto da Praça de Espanha. De acordo com o Francisco, trata-se da primeira oficina de pneus ibérica exclusivamente dedicada a motos, o que já de si é um facto de relevo. Fala-se uma linguagem de motociclista e as motos não são um estorvo e embaraço no meio dos automóveis. São o centro das atenções.


Mas mais do que estes factores, que há que reconhecer que são diferenciadores, o que realmente me fez optar por experimentar a Motocenter foi a disponibilidade de um serviço que há muito procurava e que nunca encontrei em oficinas de pneus: calibra rodas de scooter. O que faz toda a diferença. 
 

 

 

Os Michelin estão agora com pouco mais de meia centena de quilómetros, e é óbvia a diferença para os pneus anteriores. O que se explica pelo desgaste extremo do quase plano Pirelli traseiro, que degradava a experiência de condução, em especial tornando menos linear o movimento de inclinação.


Verifiquei já que não tenho wobble, que era uma das minhas preocupações com a troca de pneus e, como é sabido, um ponto sensível das GTS. Ainda é cedo, porém, para formar uma convicção mais abrangente sobre estes City Grip. 

 







sábado, 26 de julho de 2014

Super Passeio (III)






O Palácio de Mafra é um edifício peculiar, com muitas e boas razões para ser visto e explorado, e é sem dúvida injusto que talvez a curiosidade mais conhecida do Paço Real seja a distância que existe entre os dois torreões que dividem os aposentos da rainha dos do rei. São duzentos e trinta e dois metros, o que penso que seja único, ou pelo menos muito invulgar. 




Apreciar o Palácio, mesmo por fora, às primeiras horas da manhã de um domingo, antes dos turistas assaltarem o edifício, é beneficiar do melhor dos dois mundos. A calma e a singularidade do espaço, e a estranha sensação de desfrutarmos de algo que normalmente está repleto de gente das mais variadas nacionalidades, mas que naquele presente está só por nós. Ouvem-se os pássaros, as esplanadas quedam desertas e os silêncios só são interrompidos por ruídos longínquos.



O sítio foi muito bem escolhido para renovar uma parceria que tinha sido interrompida em 2008, a Scuderia Granturismo. Na altura, eu e o Júlio tínhamos duas Vespa Granturismo 200, e decidimos levá-las, para estreia de ambos, ao 10º Portugal de Lés a Lés. Desde então o Júlio já teve outras motos dos estilos mais diversos, incluindo também scooters, e esta semana decidiu regressar à Vespa. Comprou uma PX 150 de 2008, de fabrico italiano, praticamente imaculada. Eu levei a minha Bianca, também ela uma substituta daquela Granturismo que levei ao meu primeiro Lés a Lés.




Numa analogia entre o caminho entre os aposentos de rei e raínha, a distância é também grande entre estas duas Vespa que hoje temos. Mas o estilo dos torreões e o próprio tecto debaixo do qual as duas Vespa se apresentam é o mesmo. Pontedera mudou-se para Mafra.







Pensava nisto enquanto tomávamos o café na esplanada deserta e gozava cada instante dos frescos raios de sol. Algumas fotos teriam que ser feitas junto ao Palácio, e foram-no. O resto foi um passeio que misturou alguns pedaços das melhores estradas verdejantes perto de Lisboa, aproveitando num percurso de duas horas vários trechos de dois Ralis de Regularidade do VCL, que o Júlio não chegou a fazer.











A PX 150 surpreendeu-me pela suavidade quase de seda, até na troca de marchas no punho esquerdo. Era difícil encontrar um modelo mais indicado para o percurso que escolhemos. Não sei se influenciado pelos ares de nobreza do Palácio, a verdade é que a PX 150 deixou-me com uma impressão bem menos rude e temperamental do que a generalidade das outras PX que tenho experimentado. Nunca quis verdadeiramente uma PX, mas esta conquistou-me mais pelo que não esperava encontrar nela. Descontracção sem temperamento difícil.








quarta-feira, 16 de julho de 2014

Super Passeio (II)






"Amanhã vou ter o dia inteiro livre e conto dar uma volta Kinder. Alguém alinha ?"


O mote dirigido ao Miguel e ao Paulo fez ricochete e três agendas convergiram para um céu azul sem nuvens até às sete da tarde.

Para quem não sabe, o requisito para se poder falar de uma volta kinder surpresa é que o destino não esteja previamente definido. Abre-se o  mapa antes de ligar o motor e escolhe-se vagamente uma rota. Sabíamos que não iríamos para Sul, razão pela qual acertámos uma hora para o Paulo se encontrar connosco. A partir daí debatemos ao mesmo tempo que abastecíamos os depósitos. 






A volta levou-nos até um almoço no Alto Alentejo, em Nisa. Não era o inicialmente pensado, o que também corresponde à ideia destes passeios, deixar espaço ao imprevisto. Regressámos por Flor da Rosa, Crato, Alter do Chão, Avis e Mora. Dos mais de quatrocentos quilómetros da jornada, saltei da condução relaxada da minha Bianca para abraçar um depósito de outra italiana. Esta também bianca, mas de dois cilindros.






Em cerca de setenta quilómetros atrás do guiador da Monster, pude voltar a sentir as sensações próprias de uma moto convencional. Curvar, acelerar e travar noutro nível, abrir o leque mais amplo de opções dinâmicas que uma scooter não pode oferecer. Tinha saudades. E descobri, com algum espanto, que não desaprendi. A ferrugem muscular e a própria readaptação a movimentos e distâncias resgata rapidamente memórias sensoriais de outros tempos. Só não é tão simples como andar de bicicleta.


E como é a Ducati ? Que carácter ! Não é uma moto para andar devagar, nem para andar na cidade. Sente-se estranha e resmunga em ritmos de passeio. Tem uma brecagem quase ridícula. E uma posição pouco ortodoxa, costas direitas e braços sem demasiado peso nos pulsos, mas pernas demasiado flectidas. O banco é uma tira de gel, mas é confortável. Toda a experiência requer outra abordagem, convida a explorar os territórios da deslocação rápida. E sem ver a paisagem. O que interessa é jogar com o peso em cada curva, e sair disparado à saída de cada uma, ajudado pelo trovejar da rotação em crescendo e uma tracção incrível. Dá mas exige em troca. No mínimo a predisposição de um piloto motivado para estar à altura dos desafios.










Embora aprecie e valorize a beleza e a peça de engenharia que a Monster indiscutivelmente é, a possibilidade de viajar a estes ritmos já não me cria o desejo urgente de ter uma, como seguramente teria há vinte anos. Simplesmente não é a minha agulha, hoje. Nem para uma viagem de mais de um par de horas. O que não afasta a compreensão, agora empírica, das razões que levam tantos a apaixonar-se pelo motor Desmo refrigerado a ar.

Voltar à Bianca, depois de uma paragem para troca de motos, permitiu-me apreciar o contraste abrupto para a leveza e a simplicidade de viajar de scooter. Tudo é diferente e mais sereno. Esta transição crua mostrou-me com invulgar nitidez que a escolha das scooters ainda se mantém tão válida para mim como quando a tomei. Há quase dez anos atrás.




sábado, 10 de maio de 2014

Vimeiro







Quase um mês. Por várias razões, o acesso à garagem com vista a destapar a Bianca e expô-la à fotossíntese não foi possível durante quatro semanas. Não sei se é um máximo histórico negativo meu, mas se não é ficou a saber-me como se fosse. Sei que fiquei demasiado tempo parado. Noto isso quando me sinto perro nos primeiros minutos, a manobrar a scooter a sair de casa. O reajuste é rápido, os movimentos depressa se tornam naturais outra vez, mas o espaço de tempo desconfortável e de menor fluidez existe. E é um sinal. Também de trabalho a mais e lazer a menos.


O dia esteve fresco, ideal para me esconder nos tesouros desertos do Vimeiro, a pouco mais de meia hora de Lisboa. Aqui, e nesta altura do ano, a tranquilidade da natureza conjuga-se com a ausência quase total de humanos. Razão suficiente para explorar e observar o pequeno mas belo recanto perto do mar, um verdadeiro parque natural não oficial. A meias com a Bianca.
































domingo, 13 de abril de 2014

Primavera





Com a Helix em pleno processo de rejuvenescimento, actualmente a receber novos pneus e a afinar válvulas, a Bianca tem estado a beneficiar de atenção exclusiva na garagem de casa. Hoje foi o primeiro dia do ano em que me senti confortável sem equipamento de inverno. A temperatura esteve amena, a aquecer não mais do que o suficiente para tornar terapêutico qualquer passeio campestre de scooter. Nem sequer me arrependi de ter tirado do saco o capacete aberto. Os cheiros da Primavera associaram-se aos verdes e lilazes exuberantes para enquadrar a paisagem que quase submerge a Bianca nos campos do Oeste.







domingo, 16 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Super Passeio





Postais da Bianca pelo Oeste quando parava para descansar neste primeiro dia de Fevereiro. Brincámos ao gato e ao rato com as nuvens negras, mas só íamos a jogo com aquelas que ocupavam metade do céu. O árbitro era o vento. Ganhámos aí por oito dois.