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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Mito do Barracão






Os percursos e aspirações dos viciados em clássicos podem ser muito diferentes. Dependem de bolsas, do gosto pessoal, de disponibilidades. Porém, alguns traços são comuns a qualquer entusiasta: é raro o caso  em que não se encontram ocorrências relacionadas com descobertas - imaginárias ou reais - de lugares semi-abandonados, que guardam máquinas com memória, que sobrevivem na penumbra em estado mais ou menos comatoso.  Máquinas que viram o coração e o tempo a parar. Um lugar assim pode ser um barracão, um armazém, um celeiro, um palheiro. E pode até alimentar mitos à escala global.


Para um Vespista, por exemplo, encontrar uma GS, uma SS, num celeiro no meio de nenhures, é sempre uma possibilidade que jamais se afasta para muito longe do seu espírito.  Representar à escala uma visão dessa descoberta, com o impressionante nível de detalhe e realismo que vemos na imagem acima, é apenas mais um sinal de quão grave pode ser esse saudável vício


sábado, 25 de maio de 2013

Em Roma, Cidade Eterna (V)






O último post desta série dedicada a Roma serve para destacar o Calessino, um Ape maioritariamente com finalidades turísticas ou de colecção. Apesar do valor proibitivo - ainda assim abaixo do preço na etiqueta da 946 - e da escala de produção reduzida, é um veículo com o qual julgo ser quase impossível não simpatizar.


Se uma Vespa tivesse duas rodas atrás e uma à frente seria provavelmente um Calessino. É curioso verificar que é a antítese do Ape, tradicionalmente o veículo económico e de trabalho do pequeno comerciante italiano. Um pouco à imagem do que a Vespa foi no passado e é actualmente. Mas com as estacas puxadas ainda mais para os extremos da linha do posicionamento comercial.   

A fotografia de abertura do post foi feita na Via Condotti, que é o bastião por excelência dos grandes nomes da moda de elite. Esta coincidência foi perfeitamente acidental, mas representa bem o ambiente que a Piaggio quis para o Calessino. Na Via Condotti ou numa praia do Mediterrâneo.


O Calessino é uma espécie de Fiat 500 Jolly do final dos anos 50, mas em formato Ape. Para quem não conhece, o Jolly era um curioso 500 feito pela Guia, desprovido de portas dignas desse nome, com um toldo amovível e bancos de verga. Um carro de praia para as elites económicas e sociais passearem em Capri. 


Entusiasta de miniaturas, embora actualmente quase inactivo, não resisti a este Calessino oficial à escala um para dezoito, que nunca tinha visto por terras lusitanas.




É uma miniatura da Italeri para a Piaggio, e tem até uma versão Presidenza della Repubblica. A que adquiri é a branca, ou seja, a versão Electric Lithium. Comprei na Giocattoli, um clássico romano do comércio de modelismo que tive oportunidade de revisitar. Curiosamente, estava também disponível na loja o Ape de competição que também consta da caixa do meu Calessino, mas nem sequer aparece no site da Italeri. De entre as duas optei pelo Calessino, em troca de vinte e três euros. Obviamente devia ter trazido os dois.












segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Vespa Side



Um brinquedo de Natal. À invulgar escala 1:6, recebi este belo exemplar licenciado pela Piaggio Vespa representando uma Vespa 150 de 1955 com um apetecível side car.


Com chassis em metal, como convém, é uma peça interessante até pelas dimensões. Nunca tinha tido um modelo nesta escala, nem posso ter muitos até por razões de espaço. Estou neste momento a negociar uma garagem cá em casa para o ter exposto.








Um pormenor curioso é o facto de este exemplar em concreto ter estado muitos anos longe da vista de potenciais compradores, esquecido num armazém de uma livraria torreense. Foi ressuscitado na sequência de um pedido da compradora: não tem aí nada sobre a temática Vespa ? Ao que o vendedor terá respondido: passe por cá amanhã porque julgo que no armazém temos por lá qualquer coisa. E tinham. Numa caixa cheia de patine, desgastada provavelmente por uma prolongada exposição solar anterior, é um verdadeiro artigo new old stock.   






As vantagens destes brinquedos são várias: assim de repente, consigo desbobinar algumas: não avariam, (ainda) não pagam imposto de circulação, não precisam de seguro, não descarregam a bateria (as que a têm). Podemos ter modelos de sonho, e dar algum fôlego à imaginação por um preço simpático. Ou até podemos ser surpreendidos sob a forma de presente. Quantos de vós receberam uma Vespa 150 com side car de presente ?