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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Vespa Elettrica





A Piaggio acaba de anunciar na EICMA o lançamento de uma nova Vespa eléctrica na segunda metade de 2017.

O modelo que está a ser exibido na feira anual de Milão parece ser uma Vespa Primavera com algumas adaptações e com a já habitual cor azul associada aos veículos com este tipo de motorização.

Era inevitável que a Vespa fosse ter em catálogo um modelo cem por cento eléctrico a curto ou médio prazo, para começar a fazer a transição dos motores de combustão interna para esta tecnologia mais amiga do ambiente. Em especial na Europa, onde as limitações legais são cada vez mais estreitas, e já existem tomadas de posição claras de alguns governos da Europa Central no sentido de o motor de combustão interna ser banido dos mercados de veículos novos a partir da próxima década de trinta. Caso não tenham reparado, é já daqui a menos de quinze anos !


Parece-me também uma evidência que os construtores estabelecidos serão os primeiros a ter interesse em não se deixarem antecipar.

A Piaggio faz referência a um regresso, tentando sublinhar a sua experiência com eléctricas na década de 70 e 80, mas essa conversa é de marketing.  Desconfio até que a Piaggio já vem algo tarde para esta batalha, se olharmos por exemplo ao que a BMW, embora numa gama diferente, já consegue fazer com a C Evolution. Eu vejo uma todos os dias e posso garantir que impressiona o andamento incrível daquela scooter. É uma solução já real, embora a preço ainda muito elevado. Porém, quando vejo uma C Evolution a arrancar num semáforo e a desaparecer do meu alcance, penso que nem tudo estará perdido quando só tivermos em catálogo eléctricas.

Moral da história: tratem bem as vossas GTS (eu avisei que iam ser clássicas), e ainda mais as Rally, Sprint Veloces, e não se esqueçam de acarinhar as Lambretta. Não sabemos por quanto tempo mais vamos poder gozá-las sem grandes limitações.

E a vocês, o que vos parecem as eléctricas ?

  


Imagens: oficiais Piaggio

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Salsbury, um Sonho Americano

 
 
A Mechanix Illustrated é uma antiga revista norte americana deliciosa, dedicada a fervilhantes invenções e a outras curiosidades hi-tec. No seu número de Dezembro de 1947 publicava duas páginas dando nota de uma scooter com um desenho simultaneamente simples e avançado: a Salsbury.

Longa e aerodinâmica, automática, com dois pedais, muito polida nos detalhes, a Salsbury anunciava-se confortável e luxuosa, protegendo verdadeiramente o condutor das intempéries enquanto este fazia uso dos seis cavalos do motor, capazes de o transportar até às trinta e cinco milhas por hora.

Toda a linha da scooter me parece de inspiração aeronáutica, e faz-me especular sobre se este desenho não foi atentamente seguido pelos engenheiros alemães que criariam a impressionante e bem menos elegante Maico Mobil, que só seria lançada já na década de 50.

Antes disso, na segunda metade dos anos 40, e findo o esforço de guerra, era muito frequente a reconversão das linhas de produção de material bélico. Neste caso, a Northrop Aircraft Inc., habituada a produzir bombardeiros, apresentou, através da Salsbury Motor Inc., uma proposta de uma scooter de luxe, adaptada aos tempos de paz e prosperidade.



É muito curioso o texto da revista, a meio caminho entre o jornalístico e o publicitário, apontando o alvo comercial da Salsbury: a família americana média que tinha um automóvel, mas ambicionava ter dois. Esta ambição, por um lado criava problemas de estacionamento nas principais cidades e, por outro, trazia consequências nefastas para os orçamentos de muitas famílias que, afinal, teriam dificuldades em suportar os custos de um segundo automóvel.

Assim, a solução de mobilidade e consumo para estas famílias seria uma scooter que pudesse funcionar como a simbiose entre um automóvel pequeno e uma moto. Uma receita que, mais de sessenta anos depois, continua a soar familiar.

sábado, 9 de outubro de 2010

Quadro 4D



A Marabese Design acaba de criar um novo conceito de scooter, a Quadro 4D, de quatro rodas. A scooter será comercializada sob o nome Quadro, construtor aparentemente independente, mas na esfera da Marabese.

O princípio de funcionamento da 4D, hoje em dia, parece simples. Aplicar a receita do eixo dianteiro da Piaggio MP3 à traseira da scooter, com um sistema integralmente hidráulico, acrescentando-lhe uma roda.

Numa abordagem mais imediata até parece que se estão a apropriar da ideia que atribuíamos à Piaggio, mas a história não será bem assim.

A Marabese é uma empresa italiana familiar, da região de Milão, com um lote de clientes de elite, e um não menos impressionante portfolio de trabalhos, com especial destaque para o design na área da mobilidade, e grande foco nas motos e scooters.




O que os distingue de muitos outros estúdios de design bem conhecidos é que boa parte dos seus projectos podem ser vistos a circular nas estradas. Por vezes, até na nossa própria garagem, sem que o saibamos: não imaginava que lhe pertencia, por exemplo, o design original da minha antiga Vespa Granturismo de 2003 e, consequentemente, da minha actual Vespa 300 Super. Ou da Triumph Tiger, da Piaggio Hexagon, Gilera CX, ou... Piaggio MP3.

Confesso que sou grande apreciador das virtudes da MP3, e não faço grande esforço por lhe desvalorizar os seus conhecidos defeitos. Experimentei-a apenas uma vez, logo que ficou disponível, em 2006. Desde essa altura que sempre pensei, em voz baixa que, mais cedo ou mais tarde, hei-de ter uma..

Pelas imagens dinâmicas que vão sendo disponibilizadas a conta gotas, a Quadro 4D (também existe uma 3D, de três rodas) parece ser ainda mais divertida e desconcertante do que a MP3. Fala-se num motor de meio litro, com quarenta cavalos, e um peso abaixo dos duzentos quilos. O volume e o peso são, em regra, os grandes inimigos destes conceitos. Apesar de estar prevista a comercialização apenas em Janeiro de 2012, é uma das atracções que espero ver em detalhe em Novembro, em Milão.

imagens oficiais Quadro