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sábado, 9 de agosto de 2014

Legítima & Bastarda





Em Montejunto, a celebrar uma amizade na estrada, em duas formas de abordar o mito Vespa PX. A legítima e a bastarda.

A LML fez o seu primeiro passeio sereno à luz do dia na companhia da PX do meu bom amigo Júlio. 

A primeira viagem ocorreu na noite anterior para a trazer até casa, o que incluiu chuva, piso ora molhado ora húmido, curvas cegas de um caminho raro para os meus sentidos, e vários bloqueios de rodas em travagem. O mais crítico foi uma saída de estrada numa direita após bloquear o Sava de recurso, rabear de direita, rabear de esquerda, e sair de frente para o páteo de cimento de alguém. Felizmente não era um muro. Estou vivo, alerta, com os dedos da mão esquerda a ganhar músculo, e a gostar da experiência. 






























imagens nº 3 e 6 de Júlio Santos

sábado, 26 de julho de 2014

Super Passeio (III)






O Palácio de Mafra é um edifício peculiar, com muitas e boas razões para ser visto e explorado, e é sem dúvida injusto que talvez a curiosidade mais conhecida do Paço Real seja a distância que existe entre os dois torreões que dividem os aposentos da rainha dos do rei. São duzentos e trinta e dois metros, o que penso que seja único, ou pelo menos muito invulgar. 




Apreciar o Palácio, mesmo por fora, às primeiras horas da manhã de um domingo, antes dos turistas assaltarem o edifício, é beneficiar do melhor dos dois mundos. A calma e a singularidade do espaço, e a estranha sensação de desfrutarmos de algo que normalmente está repleto de gente das mais variadas nacionalidades, mas que naquele presente está só por nós. Ouvem-se os pássaros, as esplanadas quedam desertas e os silêncios só são interrompidos por ruídos longínquos.



O sítio foi muito bem escolhido para renovar uma parceria que tinha sido interrompida em 2008, a Scuderia Granturismo. Na altura, eu e o Júlio tínhamos duas Vespa Granturismo 200, e decidimos levá-las, para estreia de ambos, ao 10º Portugal de Lés a Lés. Desde então o Júlio já teve outras motos dos estilos mais diversos, incluindo também scooters, e esta semana decidiu regressar à Vespa. Comprou uma PX 150 de 2008, de fabrico italiano, praticamente imaculada. Eu levei a minha Bianca, também ela uma substituta daquela Granturismo que levei ao meu primeiro Lés a Lés.




Numa analogia entre o caminho entre os aposentos de rei e raínha, a distância é também grande entre estas duas Vespa que hoje temos. Mas o estilo dos torreões e o próprio tecto debaixo do qual as duas Vespa se apresentam é o mesmo. Pontedera mudou-se para Mafra.







Pensava nisto enquanto tomávamos o café na esplanada deserta e gozava cada instante dos frescos raios de sol. Algumas fotos teriam que ser feitas junto ao Palácio, e foram-no. O resto foi um passeio que misturou alguns pedaços das melhores estradas verdejantes perto de Lisboa, aproveitando num percurso de duas horas vários trechos de dois Ralis de Regularidade do VCL, que o Júlio não chegou a fazer.











A PX 150 surpreendeu-me pela suavidade quase de seda, até na troca de marchas no punho esquerdo. Era difícil encontrar um modelo mais indicado para o percurso que escolhemos. Não sei se influenciado pelos ares de nobreza do Palácio, a verdade é que a PX 150 deixou-me com uma impressão bem menos rude e temperamental do que a generalidade das outras PX que tenho experimentado. Nunca quis verdadeiramente uma PX, mas esta conquistou-me mais pelo que não esperava encontrar nela. Descontracção sem temperamento difícil.








segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Guerra de Preços ? - Vespa PX vs LML Star



Fontes não oficiais anunciam a disponibilidade da renascida Vespa PX 125 em Portugal em meados do mês de Abril de 2011. O preço de venda ao público será de Eur.3.490, acrescido de Eur.183 de despesas de documentação.

Contudo, quem se apressar a reservar a sua PX e concretizar essa reserva até final de Março vai beneficiar de um preço especial de Eur.2.990, acrescido dos mesmos Eur.183 de despesas documentais.

O que significa não só uma redução de Eur.500 como também uma política de preço mais concorrencial do que muitos previram, a começar por este vosso escriba.

Confirmando-se este preço, trata-se de uma saudável dor de cabeça para quem pondera adquirir brevemente uma scooter de caixa de velocidades manual, pois passa a dispor de uma terceira opção por cerca de Eur.500 adicionais face à LML mais acessível. 

Assim, na data em que estas linhas estão a ser escritas, uma LML 125/150 2T custa Eur.2.500 e a LML 125/150 4T orça em Eur. 2.750. Por sua vez, a regressada e original Vespa PX 125 2T irá exigir um cheque (até final de Março, e a confirmar-se esta informação) de Eur.2.990.

Será interessante assistir ao modo como este peculiar mercado irá reagir a este reposicionamento da Piaggio.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

E o Ícone Renasceu - Vespa PX MY 2011




A Piaggio acaba de apresentar a Vespa PX MY 2011 na abertura do Salão de Milão (EICMA) 2010, onde o Offramp irá estar dentro de dias.

O rastilho das reacções está aceso pelo mundo da internet, com entusiastas de todo o mundo incrédulos ao descobrirem que, afinal, a nova PX é igual à que já têm na garagem.

De facto, as alterações são de detalhe face às últimas PX produzidas em 2007, destacando-se um banco diferente e de desenho discutível, e um nariz a recordar antigas séries da P. O que equivale não só à negação dos vários caminhos de inovação que se foram sugerindo, mas também a um curioso anti-clímax, pois a novidade aqui aparece-nos sob a forma de algo que já conhecemos há trinta e três anos.

Assim, e depois de meses de especulação, a aposta foi ganha pelos ortodoxos, que queriam uma PX igual ao que sempre foi. O que representa um motor a dois tempos, quatro mudanças manuais de punho, e um bom e velho design dos anos setenta.

Devolver ao mercado a sigla PX acarretaria sempre um ónus difícil de suportar para a Piaggio. É certo que já tinham feito uma operação de contornos similares - e com sucesso - com uma marca, a própria Vespa, mas fazê-lo com um modelo é mais ingrato e difícil.

Acresce que também me parece deselegante comercializar a mesma PX, defraudando os clientes que acreditaram que a última série, em 2007, seria mesmo a derradeira.

Independentemente de a PX merecer sempre um lugar destacado na história da indústria, julgo que é uma opção de alto risco por parte da Piaggio.

Ao contrário de outros tempos, a PX tem hoje à sua espera um mercado de nicho. Mesmo esse é fortemente concorrencial, pois as indianas LML, quer a dois, quer a quatro tempos, vão continuar a cativar o mercado dos scooteristas oldschool, renovando a oferta com novidades certeiras e importantes como a 200i ou a RS, e bem alicerçados num preço que, seguramente, será mais apelativo do que o cheque pedido em troca da nova PX.

E este é um dos dilemas que a Piaggio agora criou com o renascimento da PX. Uma scooter que todos admiram, mas que poucos irão comprar.

(Imagem oficial Piaggio)