terça-feira, 28 de janeiro de 2014

2ª Regularidade VCL 2013 - Video





Quando se começa a pensar na 3ª edição da Regularidade Moderna do VCL, eis que um dos participantes na 2ª edição, o Rui Mansos, colocou um video sobre a sua prova de 2013 no youtube. 

No filme podem ver-se alguns dos cenários e controlos que escolhemos para o percurso da prova do ano passado, assim como testemunhar o forte andamento da PX e a boa disposição a bordo.

Quem vir o filme e não tiver feito a prova ficará com a ideia de que havia muita terra no percurso. Tal não corresponde à realidade já que este tipo de piso não ultrapassou cinco por cento da quilometragem.

Duas curiosidades: o andamento da PX a ultrapassar a T5 do vencedor Rui Tavares em pleno troço de terra a subir; e, a terminar o video, já no CHC, este vosso escriba a fotografar o concorrente a entregar a carta de controlo. São essas imagens, da outra câmera, que a seguir se publicam.






    

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

De Volta à Estrela




O tradicional cartaz marca o início da contagem decrescente para o regresso do Vespa Clube de Lisboa à Serra da Estrela entre 14 e 16 de Março.

Ainda em pleno inverno, estamos longe da época do ano em que aparenta fazer todo o sentido andar de scooter. Essa é precisamente uma das razões pelas quais este encontro é tão agradável. Não reúne centenas de pessoas, mas pouco mais de trinta. E todos os que vão gostam mesmo de andar de scooter, independentemente do boletim meteorológico.

Nos últimos anos temos tido uma paleta variada de cenários: seco e sereno, chuvoso e ciclónico, ou com neve acima das rodas.

A Serra é soberana e dita as suas regras. De scooter estamos mais perto de perceber como respeitá-la e admirá-la. A dois mil metros de altitude.

 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Formatar o Disco



 
 
Primeira saída do ano. Escolho a Helix. Durante três horas, debaixo de um céu dramático, a CN a acelerar em modo inverno, a lembrar-me que preciso de desacelerar. Dentro do meu capacete vou esvaziando preocupações. Não é necessário ponderar uma estratégia, riscos e contingências. Apontar soluções. Escrever. Só preciso esvaziar. Como o depósito da scooter à medida que os quilómetros se somam. Paro para fotografar. Que amarelos ! Que som o das ondas lá em baixo. Subo o polar no pescoço e tapo as orelhas. Deito-me na pedra fria, ouvindo o vento e a força das ondas a morrer no areal liso. O sol aquece-me o suficiente para as pernas me pedirem para descer, pisar a areia, cruzar a praia. Coisas simples. Em três horas.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 22 de dezembro de 2013

Janela
















Encosto a Bianca junto aos mecos e tapo a vista rasante sobre as colinas. Através de um pequeno visor óptico vejo um imenso quadro de ouro sobre um fundo de sombras, azul e algodão. Imagino aqui a minha janela.




sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Frio na Figueira (II)





Ferrugem e semi-slicks. Duas linhas verticais que, apesar de não se cruzarem, se fundem simbolicamente num objecto único, projectado para ampliar sensações. Usar intensivamente uma clássica, como esta Lambretta do Duarte, exige  pontes entre o antigo e o moderno. Os pneus são o exemplo paradigmático de uma evolução de meio século. E não há nenhuma boa razão para não os usarmos com performance actual. Afinal, ninguém circula com pneus fabricados na década de 1960. 





A poção mágica no recipiente desfocado e azulado é moderna. E crucial para evitar uma salada espontânea de metais dentro dos cárteres. O resto é ouvido. Despe, veste balôn. E ter fé. Muita fé. 




Na Figueira surge sempre um leque de clássicas mais abrangente. A minha Helix não esteve, mas a sua prima que mora em Coimbra não faltou à chamada. Esta cinzenta mantém-se jovem e extrovertida, e no meio das italianas faz sempre um figurão. Olha-se sempre para ela, mesmo quando as Lambrettas estão na praia a fazer topless.





























sábado, 14 de dezembro de 2013

Frio na Figueira






Depois de várias semanas longe de actividade scooterística digna desse nome, rolar num dia de inverno de sol a sol merece um post. O pretexto para vir à superfície respirar foi o encontro anual de amigos do scooterpt que atraiu à Figueira da Foz cerca de três dezenas de scooters e seus condutores. Sem medo do frio.






Vimos amigos, máquinas a fazer fumo e a 946 branca do Marrazes ainda dentro do stand. Como habitualmente, as moscas invadiram carburadores italianos. A minha Bianca, que já no ano passado tinha vindo às Moscas da Figueira, ultrapassou a barreira dos cinco mil quilómetros, pouco mais de mil por ano. É como ter um clássico, mas sem as chatices de um clássico. Por exemplo, gicleurs. Contas de cabeça e afinações de ouvido numa Lambretta com lastro aeronáutico. Nas mãos certas, voa. Mais rápido do que uma mosca. Ou Vespa.
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 
 
 

 
 

 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Heinkel em Montjuic





Montjuic é o parque, a montanha mágica de onde se vê a velha Barcelona e o mar. Já foi aldeia olímpica, mas também circuito. Nos anos setenta, correu-se aqui  o GP de Fórmula 1, cuja última edição teve lugar em 1975, ensombrada por um fatal acidente. As corridas de motos duraram mais onze anos, e também elas não resistiram à conjugação trágica de um circuito rapidíssimo e traiçoeiro com sérias limitações de segurança.

As 24 Horas de Montjuic em moto eram a prova motorizada mais popular em Barcelona. Correram-se entre 1955 e 1986, com vasta difusão, e chegaram a integrar o Campeonato da Europa e do Mundo de Resistência.





Nos primeiros anos corria-se maioritariamente com motos ágeis, de cilindradadas baixas, até 250cc. Incluindo scooters ! José Maria Alguersuari correu em Montjuic na sua Lambretta TV175 de todos os dias, e em 1961 participaram nas 24 Horas duas Heinkel Tourist 103 A1, com 175cc. Terminaram em 10º e 12º da classificação. É precisamente uma delas, a de Albert Pfuhl e Roland Muller, que corresponde à Tourist número vinte e seis que fechou o top ten na montanha mágica nessa edição.





Há um par de anos voltei a Montjuic e fiz quase todo o circuito a pé. Era um circuito incrível, repleto de desafios, com relevos naturais e uma chama intensa. Para pilotos com coragem olímpica.


Imagens: Peprovira e Exposição do Museu da Moto de Barcelona