Mostrar mensagens com a etiqueta Super. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Super. Mostrar todas as mensagens

domingo, 12 de setembro de 2010

De Volta à Super




Tenho andado esquecido das pequenas viagens sem sentido aparente, e nada tenho escrito aqui sobre a minha Vespa GTS 300 Super.

 
Mentiria se dissesse que se nota imensa diferença para a minha anterior Vespa GT 200. Mantenho as minhas primeiras impressões: é mais refinada.


Tem um tacto de acelerador mais aveludado, por efeito da injecção, e uma caixa toráxica mais possante. As notas do escape são disso testemunho, fazem-se ouvir num tom bem mais grave, mas sem ser incomodativo.


A Super dispara de qualquer velocidade com muito mais urgência do que a GT. Fá-lo usando menos rotação e está sempre mais disponível. Julgo que, tal como está, encontra-se no limite do equilíbrio deste chassis, ou perto disso.


A diferença no motor é claramente perceptível, mas não modifica a matriz da scooter original, não altera a sua filosofia essencial. Torna-a apenas um pouco mais… desportiva, se quisermos. Se montarmos o motor da Super na GT200, temos uma verdadeira Super em sensações. O resto são os detalhes que a estética implica, e que ajudam a sublinhar essa nota menos Touring e mais Sport, para usarmos chavões do marketing.




Terminei a rodagem e já fiz a revisão dos mil, pelo que a Super vai poder finalmente respirar a plenos pulmões, mas suspeito que nem precise de rolar ofegante. Não a usar diariamente, sendo limitativo por um lado, é gratificante por outro: só a uso quando e onde realmente me apetece.


Passear nela é um privilégio, um pretexto, um entretenimento, um devaneio. Numa palavra, é um luxo.





E é sempre uma boa desculpa para me perder um pouco no tempo, demorar-me nos lugares. Passear.

 
Continuo fascinado com a Super. Já desperdicei doses consideráveis do meu tempo a contemplá-la, a descobrir-lhe ângulos e detalhes de que não me dera conta.


Acho-a até egoísta, rouba-me alguma da atenção que devia dedicar ao exterior, mesmo em viagem. Temos que conversar sobre isso…







quinta-feira, 1 de julho de 2010

Nuova Vespa ! Vespa GTS 300 i.e. Super





É altura de anunciar aqui o estranho mas nobre motivo da venda da Granturismo: chama-se Vespa GTS 300 i.e. Super. E representa a concretização de um desejo que já vem inquietando o meu subconsciente há uns meses largos.

Por vezes temos mesmo que dar prioridade à emoção e preterir a razão.




Não tinha nenhum forte motivo para vender a Granturismo. A não ser… comprar uma Super !

A Granturismo estava quase nova e conservava até um brilho original muito pouco usual numa scooter com seis anos.

Do ponto de vista estritamente financeiro era uma troca objectivamente desaconselhável, uma vez que ia adquirir - pela primeira vez na vida - uma scooter zero quilómetros, abdicando de outra que já pouco ou nada desvaloriza.

Também do prisma da utilidade nenhum argumento racional pude encontrar que me fizesse trocar duas scooters que, na essência, são praticamente iguais.

A razão é, assim, puramente emotiva.

Simplesmente sou fascinado por este desenho. Até pela peça de design industrial que esta Vespa indiscutivelmente é, pelo que representa, pela história que carrega aos ombros. Para lá da própria scooter.








Passei o primeiro dia a fazer pouco mais de setenta quilómetros. A parar. A arrancar. A deter-me outra vez. Parecia uma criança, querendo fixar-lhe a expressão. Olhar para ela, rodar nela e admirá-la. De todos os ângulos. Enquanto a recolhia na garagem, manobrando-a, pensei para mim: “…não estava preparado para deixar de ter uma Vespa…”.

Chama-se Bianca. Homenagem a Nanni Moretti, à Itália, e à cor branca que veste, Montebianco.  

Aqui está ela em fotogramas felizes...