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sábado, 25 de outubro de 2014

3ª Regularidade VCL - 2014 (IV)






Mais postais ilustrados da 3ª Regularidade Moderna do Vespa Clube de Lisboa, com alguns dos instantâneos captados por outras objectivas que não só a minha, cortesia do Miguel Lázaro e do Rui Simões, devidamente identificadas no final do post.







































Imagens nº 3, 4, 6, 9, 10, 13 de Miguel Lázaro
Imagens nº 5 e 7 de Rui Simões

domingo, 19 de outubro de 2014

3ª Regularidade VCL - 2014 (III)





O VCL levou ontem à estrada a 3ª edição da sua Regularidade Moderna, na bela vila de Sintra, capital do romantismo.

Numa manhã chuvosa e traiçoeira, com o nevoeiro a pairar às primeiras horas da manhã, foi preciso querer muito repetir edições anteriores ou experimentar pela primeira vez este formato, para vestir os fatos de chuva e fazer parte da caravana de vinte e um bravos scooteristas que disputaram a classificação. 














Dezoito terminaram, lidando com um roadbook que não impunha desafios extremos de navegação e apresentava uma extensão cerca de trinta por cento inferior à de 2013. Porém, escondia inéditos doze controlos que obrigavam a constantes visitas ao relógio e ao odómetro, para manter a média imposta de trinta quilómetros por hora, o que obrigou os mais rápidos a moderar bem o seu andamento, para não penalizarem por avanço. 









As subidas à Pena, com uma árvore a barrar o caminho e a ser serrada pelos bombeiros enquanto a Bianca, de zero no escudo, passava a abrir a estrada, foi apenas uma das peripécias que todos levaram na bagagem no final do evento, para além de pontos de penalização e um almoço servido bem a horas, a justificar o acerto do formato compacto e a validade da ideia de duplicar o percurso por via de uma segunda volta.

Quem rolou pelas estradas de Sintra pôde assistir à beleza e às singularidades desta paisagem de contos de fadas, incluindo o seu microclima particular, que fazia com que os concorrentes, num perímetro de cerca de vinte quilómetros, tivessem que alternar piso seco e céu entreaberto, com estrada húmida, chuva, nevoeiro, e tudo isto em duas voltas, a fazer lembrar as Ardenas belgas. 










Por um percurso que mostrou os troços clássicos do antigo Rali de Portugal, como Sintra, Peninha e Lagoa Azul, passámos também por pérolas como o Palácio da Pena, Monserrate, o Monte da Lua ou a Regaleira, a merecerem visitas sem cronómetro no bolso. 

O bom e o mau piso alternaram, e toda a destreza dos concorrentes foi convocada para a serra serpenteante, a obrigar à constante gestão de máquinas e concentração, em especial nas descidas mais técnicas, numa combinação de empedrado molhado com relva e musgo. 









A verdade é que ninguém caiu, e foram muitos os sorrisos à chegada, a provar que quem vem, volta. Com mais ou menos pontos na bagagem. Aguardemos, pois, por 2015.






Imagens nº 5, 6, 7, 8, 9, 10 de Miguel Lázaro

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

3ª Regularidade VCL - 2014 (II)





A prova deste ano, a ter lugar já no próximo sábado em Sintra, é composta por um percurso compacto com cerca de 37 kms, mas percorrido por duas vezes, totalizando portanto 74 kms. A média a cumprir será de 30kms/h, o que equivale a 1km por cada 2 minutos. No total são 2h28m para fazer 74 kms. Parece fácil e pouco, mas posso garantir que será mais difícil na prática do que no papel. A navegação terá que ser rigorosa e num ritmo constante. É esse o desafio !

O objectivo da regularidade é que o participante se apresente nos vários controlos na sua hora ideal, nem adiantado nem atrasado, para que não acumule pontos de penalização. Os pontos são atribuídos à razão de 1 ponto por minuto, quer por atraso, quer por avanço. O ideal é chegar ao final com 0 pontos (o que é muito difícil) ou com o menor número possível de pontos.
Cada participante tem uma hora ideal de partida, na Praça D.Fernando II (Sintra), no controlo horário de partida (CHP). E uma hora ideal de chegada, também na Praça D.Fernando II, no controlo horário de chegada (CHC). Essas horas constam da carta de controlo.

No meio do percurso vamos ter 2 provas de regularidade (PR) (x 2 voltas). A sinalizar o início da PR o concorrente vai encontrar na estrada uma placa vermelha com um relógio e dois controladores. Na carta de controlo está inscrita a sua hora ideal.

A sinalizar o final da PR , estará na estrada uma placa amarela com um relógio e dois controladores. Na carta de controlo não está inscrita a hora ideal. A hora ideal no final da PR deve corresponder ao tempo necessário para cumprir o percurso até esse controlo a uma média de 30 kms/h.

A novidade este ano é que o percurso é percorrido por duas vezes. Este facto importa duas consequências:

i) No final da 1ª volta, imediatamente após o controlo, será obrigatório parar cinco minutos. Esse tempo pode e deve ser aproveitado para voltar a repor o roadbook na posição de início, uma vez que vamos voltar a fazer todo o percurso. Os cinco minutos são calculados a partir da hora do controlo no final da 1ª volta, e serão deduzidos no final pela organização. Assim, o  tempo final ideal será de 1h14 + |5m (deduzidos)| + 1h14 = 2h.33m na estrada, ou seja, 2h.28 na folha de tempo;

ii) A diferença (em minutos, para menos ou para mais) entre o tempo total da primeira volta e o tempo total da segunda volta será convertida em pontos (ex. 18mn = 18 pontos), e multiplicado por dois. Ou seja, no exemplo dado, o concorrente receberá adicionalmente 36 pontos pela diferença de tempos entre a 1ª e a 2ª volta. Pretende-se, assim, incluir um factor de correcção adicional de consistência e regularidade, em detrimento de um puro andamento mais rápido.


As inscrições fecham hoje, e podem ser feitas através deste link no site do Vespa Clube de Lisboa.




quarta-feira, 10 de setembro de 2014

3ª Regularidade VCL - 2014





Em 2012 o Vespa Clube de Lisboa retomou uma tradição antiga ao voltar a organizar uma prova de regularidade.  

No ano passado demos sequência a essa experiência, e desenhámos um itinerário difícil ao cronómetro, por muitos aplaudido pela beleza cénica de muitas das paisagens do Oeste que visitámos.

Para o dia 18 de Outubro de 2014 voltamos a propor um percurso novo e desafiante a pilotos e máquinas, na região de Sintra, onde a navegação com road book e o ritmo e regularidade dos participantes é mais importante do que a performance da Vespa que tripulam. 

Para os que não sabem em que consiste esta prova e tenham curiosidade em ficar a conhecer e participar, visitem as FAQ e o Regulamento da prova de 2013. Algumas novidades serão ainda reveladas no site e no Facebook do Clube.    

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

2ª Regularidade VCL 2013 - Video





Quando se começa a pensar na 3ª edição da Regularidade Moderna do VCL, eis que um dos participantes na 2ª edição, o Rui Mansos, colocou um video sobre a sua prova de 2013 no youtube. 

No filme podem ver-se alguns dos cenários e controlos que escolhemos para o percurso da prova do ano passado, assim como testemunhar o forte andamento da PX e a boa disposição a bordo.

Quem vir o filme e não tiver feito a prova ficará com a ideia de que havia muita terra no percurso. Tal não corresponde à realidade já que este tipo de piso não ultrapassou cinco por cento da quilometragem.

Duas curiosidades: o andamento da PX a ultrapassar a T5 do vencedor Rui Tavares em pleno troço de terra a subir; e, a terminar o video, já no CHC, este vosso escriba a fotografar o concorrente a entregar a carta de controlo. São essas imagens, da outra câmera, que a seguir se publicam.






    

domingo, 22 de setembro de 2013

2ª Regularidade VCL - 2013 (II)






O post que podem encontrar imediatamente abaixo deste, descreve com exemplar clareza a perspectiva do Paulo, enquanto participante desta Regularidade 2013. 

A mim, enquanto organizador, para além do desenho do percurso e de abrir a estrada na Vespa zero, cumpria-me acompanhar o lado técnico da prova, controlos, médias e tempos, coordenando a equipa do Vespa Clube de Lisboa liderada pelo João Máximo. E foi com muito agrado que verifiquei que havia pilotos a levar o desafio da prova à letra, fazendo contas. Só assim se explica que entre o primeiro e o sexto classificado a diferença fosse no final de apenas dezoito pontos, ou seja, dezoito minutos. Depois de três horas na estrada, com navegação por vezes difícil e quatro controlos intermédios. 

Claro que muitos outros guardarão na memória outras histórias, testemunhos de outras motivações, igualmente válidas: a bela paisagem que bordejava a estrada ditou perplexidades e enganos, pretextos para fotografias ou para desviar deliciosos exemplares de pêra rocha, aliviando pereiras alheias. Pequenas quedas sem consequências e duas avarias a ditar abandonos também fizeram parte do cardápio.

No final de uma prova rápida, já que a média de 40 kms/h era difícil de cumprir, o pódio não podia ser mais democrático: em terceiro lugar ficou uma Lambretta, pelas mãos de Luís Marques e com pendura, em segundo uma LML guiada por Nuno Lopes, e em primeiro uma Vespa T5, precisamente a do Rui Tavares, que veio do Porto navegando sem erros para arrebatar o troféu. 

























































Imagens nº 1, 3, 4, 7, 12 : Miguel Lázaro
Imagens nº 5, 8 : Sara Relógio

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Regularidade VCL - Opinião



 


O que é que a regularidade oferece a Vespistas e Clubes? É a esta e a outras perguntas que o Paulo Simões Coelho, Vespista de décadas, viajante experimentado e pela primeira vez participante na Regularidade do Vespa Clube de Lisboa, se propõe responder. Entusiasta da ideia, levou a sério o desafio do presidente do clube, João Máximo - na imagem acima a controlar o Paulo no posto 2 - , para discorrer sobre os méritos e fraquezas da prova, da organização e do próprio formato proposto. 

As palavras que se seguem correspondem ao texto que o Paulo simpaticamente preparou e me enviou, para fazer dele o que entendesse.

Julgo que o texto nos traz não só um input precioso e de grande utilidade para quem organiza ou participa, como também uma perspectiva rica, detalhada e clara do que uma Regularidade pode representar, prisma com o qual muito me identifico. Seria, portanto, um crime lesa Regularidade que o email ficasse preso na minha caixa de correio.



"O “resumo executivo” quanto à montagem da prova é que seria difícil melhorar. O resumo pessoal é ADOREI!
 
 
Roadbook:

Diagramas claros, intervalos de indicação correctos, e as notas resolviam as possíveis armadilhas/ambiguidades. Estava lá tudo o que tinha de estar e pareceu-me que a maioria dos “erros” que as pessoas referiam relacionavam-se mais com falta de atenção na leitura do que falhas do RB;

Quilometragens indicadas bateram quase sempre certas com os naturais desvios de 0.1 ou 0.2 por causa dos arredondamentos e/ou diferenças de calibração. A única diferença mais relevante foi a que me lixou os tempos mas, mesmo aí foi uma decisão errada da minha parte mais do que o RB;

Dificilmente poderia ser melhor, e penso também que um RB deve ter como objectivo ter a informação suficiente, de forma clara e homogénea, e não o de ser “idiot-proof”.

Cuidado com as letras pequenas: ler um RB a vibrar enquanto se conduz já é desafiante quando se está a conduzir rápido, a partir dos 45 anos de idade pode ser perigoso. E aos 51, houve 2 ocasiões em que tive de parar e tirar os óculos para conseguir ler nomes de aldeias.
 

Percurso e Ritmo:

Simplesmente fantástico: bonita e variada paisagem e aldeias, estradas interessantes e desafiantes de guiar, piso perfeitamente potável a bom, terra sem nenhum excesso de tecnicidade (ajudado pela meteorologia);

Distância total e duração qb: suficientemente longa para requerer um pouco de endurance física, e sobretudo na concentração, mas sem que isso se tornasse numa carga de risco ou um desafio dominante mesmo quando as pessoas optaram por não parar durante o percurso. Afinal de contas, o percurso era “só” o equivalente de 25% de um dia de L-a-L…

Difícil de comentar sem ver a dispersão dos tempos de todos mas, a mim, o objectivo de 40kmh também me pareceu globalmente bem. Dada a experiência presente no plantel, acho que estiveram bastantes vespistas que não teriam dificuldade em manter uma média 10 a 15% superior neste percurso. Mas isto em andamento, quando incluímos as paragens, controlos, desvios etc. 40 estava bem. E depois 1,5 minutos por km facilita imenso as contas de cabeça!

A pensar: com 40km/h acho que ninguém teve de se preocupar com gerir o risco de penalizar por chegar adiantado o que retira um dos elementos de desafio, e aumenta a “pressão” para maximizar o andamento.
 
 
Logística:

Horários cumpridos sem nenhum sentimento de “crise” ou stress. É sempre sinal que a preparação funcionou, mesmo quando não foi essa a sensação de quem esteve nos bastidores na véspera.

O pessoal dos controlos foi eficaz, eficiente, simpático e divertido; exactamente o que se pretende!

Locais de controlo e visibilidade sem problemas.

Antes da partida dava a impressão que alguns dos relógios não estavam sincronizados uns com os outros, não sei se poderia afectar o rigor na contagem de tempo? Se sim, só vejo duas soluções: investir em relógios digitais (só vale a pena se for para manter) ou comparar as horas entre os relógios no final da prova e introduzir correcções quando se calculam os tempos.

Almoço muito agradável e perfeitamente à altura do acontecimento.

 
Comunicação:

Penso que podemos melhorar a divulgação: incluir no calendário anual, tentar divulgar fora da época de férias.

Finalmente, acho que vale a pena tentar investir um último esforço pós-prova para semear o desejo de participar: fazer com que os participantes revivam a experiência para reforçar a memória do prazer e o orgulho em ter feito, aumenta a probabilidade de que falem nisso aos amigos ; falar sobre a prova nos fóruns, disponibilizar fotos; divulgar rapidamente as tabelas de tempos para analisar e reviver.


 




Mais Regularidade

Pergunta: O que é que a regularidade oferece a Vespistas e Clubes?

Resposta: Divertimento, satisfação, ligação à marca e ao clube, desenvolvimento de mais prazer, confiança e segurança na vivência da Vespa.

O convívio com pessoas que partilham o gosto pelas Vespas é sempre bom. Quando esse convívio acontece no contexto de um desafio a superar é mais intenso, mais unificador, tem mais tempero. Os clubes já são fortes nos passeios e eventos puramente sociais, acrescentar a regularidade ao leque junta o melhor dos dois e acrescenta uma estrutura de leve desafio que amplifica o prazer e tem um efeito formador, sobretudo para aqueles que se juntaram à família scooterista há menos tempo.

Ao ter um objectivo competitivo que não a velocidade pura a todo o custo, as pessoas tendem a subir um pouco o ritmo habitual e acabam por desenvolver conforto a um ritmo de cruzeiro mais eficiente.

A navegação, utilização do roadbook, gestão de tempos, distâncias, médias e (eventualmente) autonomia de combustível, implica gerir a atenção entre as várias tarefas sem perder a concentração no piso, na condução da moto, no trânsito etc. Dá um treino que produz Vespistas mais competentes e muito mais seguros quer a caminho do trabalho todos os dias, quer numa expedição Vespística a Macau.

A preparação do leitor, o contacto com pessoas que preparam as Vespas para fiabilidade, aumento de performance, conforto, manutenção ou segurança, ensina coisas que ajudam a conhecer melhor a máquina e a ser mais autónomo.

Tudo isto aumenta a gama de coisas que as pessoas estão confortáveis em fazer com a Vespa: se se fazem 120kms antes de almoço entre amigos, então fazer uma pequena viagem nas calmas ao Algarve ou à Serra da Estrela, num dia ou num fim-de-semana, não intimidam. Se aparecer um caminho de terra que daria jeito usar, tão pouco darão meia volta para evitar, podem até divertir-se porque descobriram numa regularidade que não é o fim do mundo. Aumentam as aventuras acessíveis.

E, claro, a Regularidade oferece sempre um passeio! A possibilidade de experimentar caminhos, ver paisagens e aldeias, falar com os locais para pedir indicações… É uma oportunidade de descoberta de luxo: é como ter um guia particular que já sabe o que vale a pena ver e nos leva pelos melhores locais, garante que não perdemos tempo em troços chatos e até nos diz onde há gasolina e dá-nos de almoçar! Mesmo para quem não se quer envolver no desafio da prova de regularidade em si, há esse passeio a stress zero.

Mas a regularidade pode também ser um factor de reforço da interligação regional entre os Vespistas: se conseguirmos que o interesse cresça, o sonho seria haver 3 ou 4 provas em locais diferentes ao longo do ano, cada uma montada pelo clube da zona. Poderia haver um resultado nacional que integrava os resultados das várias provas e até criar um incentivo nos pontos para os participantes que viessem de mais de "x" kms de distância… Isto por passos: no primeiro ano seria acrescentar uma prova no norte como teste de conceito “sem Vasco”.

A médio prazo, à medida que a CSCN vai crescendo, ela junta pessoas com motivações cada vez mais heterogéneas e para cativar as pessoas os clubes podem pensar em oferecer razões mais diversificadas para abranger esses interesses cada vez mais amplos. Podem também assumir um papel de contribuição para a formação e segurança dos seus sócios: a regularidade atinge ambos objectivos, oferecendo uma actividade que também atrai aqueles que gostam de competir mas não estão interessados no investimento, ou no risco, das provas de resistência. Combina bem, por exemplo, com outras acções como workshops de mecânica, sessões de formação numa escola de condução defensiva, ou em pista, disponibilização de informação técnica, workshops de relatos de viagens ou conselhos de planeamento e preparação."

Texto: Paulo Simões Coelho




segunda-feira, 16 de setembro de 2013

2ª Regularidade VCL - 2013


 



Cento e dezassete quilómetros e um pouco mais de três horas em Vespa por asfalto e terra, sempre atrás de uma folha A5 colada a outra, e a outra, que vai antecipando, por símbolos, o filme a que vamos assistir imediatamente a seguir. É um carrossel desenhado entre a serra e o mar. Este post ilustra, nas imagens seguintes, momentos da preparação. A minha recompensa, por inteiro, veio à chegada em forma de sorrisos e abraços no controlo final.  










































 
 
(Imagens 1, 3, 4, 10 e 13: Miguel Lázaro)