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domingo, 26 de junho de 2016

Um Restauro em Três Minutos





Um restauro de uma scooter clássica é um processo moroso e de alguma complexidade, onde o detalhe importa. Não é incomum ouvir histórias de projectos de restauro que deslizam penosamente no tempo, mas acima de tudo no custo.

O preço da mão de obra é pouco sensível ao valor de base do projecto, e ainda menos se reflecte no valor final do objecto terminado. Razão pela qual os restauros, nos tempos que correm, ainda vão sendo populares em entusiastas com jeito e capacidade para fazer muitas fases na sua garagem, como forma até de terapia, mas também defendendo a sua carteira.  

É um trabalho que, quando bem feito, consome intensivamente horas de mão de obra e, em algumas fases, de trabalho de verdadeiro artesão. É quase arte. Também por isso,  e como decorrência da busca pela (quase) perfeição, muitas vezes esse processo cria a sensação de que o resultado final está permanentemente a fugir para a frente no tempo. O que gera erosão, não tanto na chapa, mas principalmente na motivação de quem se lança na empreitada, um verdadeiro teste à resistência motivacional e financeira.

Poder ver em apenas três minutos - e com esta qualidade de filmagem e edição - esse processo do princípio ao fim é um paradoxo delicioso.   


Filme de Barnaby Newton para Retrospective Scooters.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Atlas até à Estrela (IV)





 
Puxando o cabo do acelerador pela última vez na viagem à Serra, a máquina devolve uma linguagem diferente porque o vídeo é técnica que não domino. Este minuto e meio ajuda a perceber a magnitude da Serra e transmite uma perspectiva sensorial diversa da proporcionada pelas fotografias que aqui deixei nos três posts anteriores. É um outro duplicado da Serra, uma outra realidade em segundo grau. Como a fotografia, o vídeo transmite um olhar mais limitado mas também mais dramático do que aquele que a nossa visão natural permite percepcionar.  O som escolhido para o vídeo sublinha precisamente esse dramatismo. Os créditos e autoria do filme são do Filipe Abelhinha.