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sábado, 1 de setembro de 2012

Acrobacia e Elegância



Como sugerem as legendas, as imagens deste post correspondem a postais que faziam parte do kit que recebi enquanto participante no Vespa World Days que se realizou em Portugal em 2010.

Recentemente estive à conversa com quem participou no Vespa World Days de 2012, em Londres. O que me relataram reforçou a opinião quase unânime que pode ser lida na internet e nos fóruns dedicados ao tema, de que o evento londrino foi um gigantesco fiasco. Abaixo dos mínimos em quase todos os capítulos, desde a organização ao ambiente vivido, numa Londres que só tinha olhos para as Olimpíadas.

Concordo com a ideia de que um evento como o Vespa World Days, quando vivido longe de casa, valerá sempre mais pela viagem e pelo que fazemos com ela, do que propriamente pelo programa. Mas ajuda a enriquecer a experiência assistir a uma exibição como a do Vespa Oldtimer Freunde Munchen Akrobatik Team.

Em Portugal, em 2010, treinavam durante o dia no recinto para a performance nocturna, no sábado. Em Vespas especialmente preparadas para o efeito, mas carregadas de uma deliciosa patine, avessa a restauros, executaram arriscados e acrobáticos números de equilíbrio. Mas sempre envoltos numa graciosidade e elegância de movimentos que me conquistou. Impecavelmente vestidos, de calças brancas e luvas brancas ou nos famosos fatos-macaco brancos. Ou até levando a sério o traje formal no jantar de gala. É um exemplo da rica tradição Vespa que vale a pena valorizar e celebrar.





quarta-feira, 21 de julho de 2010

A Marca do Íman



Há um certo romantismo em bordejar o Mediterrâneo desde a Croácia até Portugal. Se o fizermos em cima de duas rodas com palmo e meio de diâmetro, empurrados até uma velocidade máxima que não chega nem perto de violar o limite previsto no código da estrada, entramos na ciência dos fenómenos que não se explicam. Só se conseguem sentir. Talvez como Fátima, lugar de outras peregrinações.

Obviamente que não todos, mas seguramente muitos dos amantes do insecto italiano, vindos um pouco de toda a Europa, experimentam esta transcendência paralela. Rever no seu espelho uma marca, muitas vezes um modelo, que funciona como uma espécie de extensão da sua personalidade.

Para eles, a viagem a Fátima para o Vespa World Days, em cima daquele improvável objecto, tornou-se um imperativo. Algo que seguramente seria fácil contornar, fazendo de outra forma, mais rápida, mais fácil de explicar e entender, mais segura, talvez até mais barata. Então porquê fazê-la assim? Nalguns casos a solo, sem rede para além da assistência em viagem…? Porque perderia todo o sentido se de outra forma fosse. Dir-se-ia quase por uma questão de fé, aqui despida do manto da religião.

Esse é o capital mais precioso, o Santo Graal de uma marca. É uma espécie de íman a aglutinar entusiastas que espontaneamente se reúnem para celebrá-la, cultivá-la, quase venerando os seus símbolos ou o modo de vida que cada um lhe associa. Na sua vivência particular. Na sua relação com a sua Vespa. É quase conceder que a nossa scooter é de carne e osso. Admirá-la, desculpando-lhe todos os pecados, todos os defeitos, todas as omissões. Quase uma relação de transcendência.

Não são muitas as marcas que se podem orgulhar de fazer parte do poço da alma de tantos, vindos de tão longe. Só para celebrar. E viajar. Em cima de palmo e meio de borracha. Protegidos na sua fé pagã por detrás de um fino escudo de gladiador romano, onde exibem, orgulhosos, as suas origens.