Cada um dá o que tem. A fotografia também pode ser uma contribuição.
Sabendo que ia viajar para fora da zona de conforto de máquinas pensadas para deslocações urbanas, é claro que as hipóteses de algo correr mal do ponto de vista mecânico aumentam exponencialmente. É a utilização intensiva de uma scooter pequena, com calor, muitas horas diárias, com centenas de quilómetros em curtos espaços de tempo.
Gerir os equilíbrios de uma equipa também passa por descobrir o que é que podemos dar aos outros que estão connosco, que eles também valorizem. No meu caso concreto, a capacidade analítica para identificação e resolução de problemas mecânicos e, sobretudo, a execução da reparação adequada são aspectos em que não cumpro os mínimos.
Em si mesmo isso não é impeditivo de viajar sozinho, em contextos mais ou menos aventureiros. Já o tenho feito. Mas condiciona. É verdade que muitas vezes abre janelas para outras experiências. Mas, no limite, posso ser obrigado a interromper ou atrasar uma viagem, de tal forma que a arruino.
São essas capacidades - entre muitas outras, claro - que qualquer um dos membros da equipa de amigos têm para dar e vender. O Rui e o Paulo divertem-se genuinamente a analisar em conjunto as causas e as possíveis implicações de qualquer problema que surja nestas curiosas e vetustas máquinas à beira da estrada. E sujam as mãos até resolverem. O Miguel ouve os mestres com atenção e participa activamente nos comités de crise informais, com deferência mas também com sentido crítico. E executa sem medo.
E eu ?
Fotografo.
Exactamente aquilo que os meus amigos não querem ou não sabem fazer.
E valorizam.












































