segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Castanhas no Vespa Clube de Lisboa




No Domingo o Vespa Clube de Lisboa convocou sócios e amigos para arrastar o São Martinho até à sede na Avenida Infante Santo. As castanhas e a água pé estiveram ao nível do melhor clube do mundo, e até deu para um pequeno passeio pela cidade de sonho que é Lisboa, até ao Miradouro do Jardim do Torel. A mim soube-me ainda melhor este encontro e convívio despojado e simples, num dia de ressaca da tragédia de Paris. Obrigado Vespa Clube de Lisboa.






















Imagens 4 e 7 - João Máximo

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A Montra de Milão - EICMA 2015




 
 
Estamos a uma semana do grande certame mundial de motos, que todos os anos lança as novidades mais apetecidas para quem segue de perto o fenómeno das duas rodas. 
 
De 19 a 22 de Novembro, Milão será o epicentro dos sonhos e desejos motociclísticos de 2016. 
 
Para as marcas europeias este é o salão por excelência, e muitas das marcas do oriente também apostam forte aqui. Todos acertam agulhas para destapar as novidades mais relevantes das suas gamas em Milão.
 
Estive lá em 2010 e foi uma experiência que me encantou. A qualidade e variedade do certame, a dimensão, o pulsar das novidades e a atenção das marcas são únicos. Para quem nunca tinha estado num salão de motos fora de portas e está habituado à realidade portuguesa, a EICMA é uma overdose. Não tem comparação com nada do que já tivesse visto antes. 
 
Este ano vou regressar à EICMA, desta vez com o Paulo Simões Coelho. Duvido que o salão me impressione tanto como da primeira vez, mas julgo que o meu entusiasmo,  interesse e curiosidade pelas duas rodas não esmoreceu desde então. O que só por si já justifica a visita.
 
Veremos o que as marcas nos reservarão. Esta última semana é habitualmente muito agitada com os pré-lançamentos das novidades.
 
Prometo que levo comigo a máquina fotográfica. 
 
 
 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Terapia ao Sol em Vermelho e Preto (II)






É curioso como o digital quase esmagou a expectativa que se seguia a uma sessão de fotografia em película. Até à revelação nunca se sabia exactamente com o que se contava. Podíamos ter um resultado melhor ou pior. Mas ele sempre foi medido em função da nossa própria expectativa, o que dava espaço para efabulações e conjecturas, e por vezes algum drama, em especial quando algo de errado acontecia à película.

Recordo-me sempre dos avisos nos contratos de depósito e revelação das películas, que diziam que se, por qualquer motivo, incluindo culpa do revelador, a película entregue fosse insuscetível de gerar fotografias, o laboratório apenas se obrigava a entregar um rolo igual. Felizmente nunca tive que discutir esta cláusula.
 
Seja como for, essa ansiedade própria do espaço de tempo entre o acto de fotografar e o acto de visualizar o resultado em papel, quase desapareceu com a omnipresença do digital. Ainda tenho num saco de material que já não uso um rolo de 1999 não revelado, que não sei como estará se o revelar hoje.
 
No digital, e por mais funcionalidades que a câmera que utilizamos tenha, ainda há um pequeno espaço para esse quase romantismo da espera. Mas alterado. É que nada substitui o impacto da visualização da imagem que criámos num suporte de dimensões generosas. E isso é impossível de conseguir no visor de uma reflex digital. Se quisermos  podemos ver um detalhe, ampliando. Mas perdemos a noção de conjunto, a definição de cor, até o enquadramento em proporções mínimas. Só temos o suficiente para poder dizer que não parece mal. Mas não há garantia de que esteja bem. E, nesse sentido, é uma parte da incerteza que existia na película.
        
No passado fim de semana  senti um pouco isso com as imagens em relação às quais tinha mais expectativa. O plano das duas  LML a subir a  rampa na praia da Calada tinha várias possibilidades. Imaginei logo quatro ou cinco tomadas de vista que permitiam jogar com os desníveis, as texturas do fundo, com o mar e a escarpa abrupta da serra, a luz muito tensa, com um efeito de quase nevoeiro. Tinha uma expectativa alta e confesso que gostei do resultado das duas primeiras imagens que aqui partilho, bem como da fotografia de abertura do post anterior a este.
 





 
 




segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Terapia ao Sol em Vermelho e Preto






Ver gente na praia a tomar banho de mar em Novembro não é habitual. Pelo menos por aqui. Porém, a conjugação de temperaturas amenas com um sol radioso de Outono trouxe-nos uma janela para a fotossíntese.

Em vez de praia, preferi aproveitar para combinar um passeio de scooter. De repente, uma manhã disponível para gozar a Bala implicava apenas sacrificar sono, o que já me parecia uma oportunidade a não desperdiçar. 

Só a possibilidade de começar a descontar algum lazer na conta corrente de trabalho acumulado já me fazia sorrir. Céu azul e abrandar foram expressões que raramente casei na minha realidade quotidiana dos últimos dois meses, o que fez delas urgências para restabelecer algum equilíbrio.  









Depois de uma troca rápida de e-mails, a Bala teve a companhia de uma outra LML 200, a do Paulo Castanheira. Depois de um Lés a Lés e quase cinco meses enclausurada numa arrecadação debaixo de livros e outros pertences do Paulo, a LML vermelha viu a luz a caminho da Oldscooter para uma rápida intervenção de rotina.

Um dia depois estava em Mafra, local de encontro e partida para um passeio sem rota definida, mas que acabou por não andar longe dos cem quilómetros. Apetecia andar de moto. Esta zona Oeste tem esta particularidade: num raio de cinquenta quilómetros, e conhecendo (ou descobrindo) os sítios certos, temos tudo a passar-nos à frente do ecrã : mar, serra, mundo rural e  estradas suficientemente curvas.

As fotografias mostram apenas uma parte do que pode ver-se num passeio de umas horas por estes cenários.

Sobre a comparação de uma LML 200 com uma LML 221, vão ter que esperar por um próximo post.











domingo, 1 de novembro de 2015

A Bala






...E a nova scooter é... (som dos tambores)... outra LML ! (som de palmas e algumas vaias)...

O mecanismo de decisão de compra foi contrário ao que utilizei quando fiquei com a 150 verde. Para a Azeitona resguardei a possibilidade de rapidamente me arrepender e mantive durante uns meses largos a Honda CN em paralelo, até me sentir preparado para essa libertação de uma japonesa quase perfeita.

Com esta LML foi diferente. Apareceu no meu radar via Duarte há um pouco mais de um par de meses, e encaixava na perfeição no que pretendia. Uma LML quase nova, com o motor que queria, o 200, e com mais algumas vitaminas adicionais para escalar andamento com as Lambretta e as Vespa mais espevitadas dos meus companheiros de Lés a Lés. 






Havia apenas que confirmar que as anfetaminas não afectavam de forma muito desproporcional o consumo e, muito em especial, sem tornar a autonomia ridícula. Os testes que o Duarte foi fazendo no final do Verão garantiram resultados dentro das previsões nesse capítulo, pelo que avançámos.

Em cerca de quinze dias vendi a 150, já com esta 200 segura no meu futuro portefólio. 














E o que é que esta máquina tem de diferente ? Em primeiro lugar está realmente nova, sem ferrugens nem toques, que eram abundantes na 150. E depois tem um motor bastante diferente. Com uma capacidade para scooter touring significativamente maior, sem perder uma grama do que de bom tem este desenho.

Acresce que dentro do 200 encontramos um Polini 221, com o também italiano carburador azul certo, carreto e, por fim, o escape Giannelli. Tudo material de primeira, numa scooter praticamente em rodagem. Veio parar às minhas mãos com dois mil quilómetros feitos desde que saiu do stand.

Ontem fez a viagem da Póvoa do Varzim para casa, cerca de trezentos e cinquenta quilómetros, sem pressas. Tirei os maus Dunlop que trazia de origem e escolhi outros, da mesma marca, mas bons: os Scootsmart. O Mestre Ribeiro fez a troca e entregou-ma já calçada de fresco. Entretanto já o Hugo Reis tinha ido buscar-me ao comboio em Gaia. A viagem até à Póvoa deu para pôr alguma da conversa em dia, depois do sono leve proporcionado pela nossa ferrovia no comboio desde Lisboa. Foi neste contexto de dia exclusivamente dedicado ao bom lazer, com um céu negro com algumas abertas mais a sul, que fiz os primeiros quilómetros desta nova aventura. A minha sexta scooter. 

É preta, banco creme, jantes pretas. A minha filha já a baptizou: parece uma Bala. 

Segurem-se.






quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Bons Hábitos







Volto a publicar aqui um post quase um mês depois de ter vendido a Azeitona, a LML 150 verde. A disponibilidade de tempo tem sido tanta que ainda não fui buscar a minha nova scooter.

Tudo isto significa que estive quase quatro semanas inteiras enterrado em trabalho, sem tirar da garagem a Bianca, excepto para dar alguma carga à bateria. Tréguas de não mais de uma hora. Na prática, estive sem andar de moto e com uma nova scooter comprada... há um mês. 

A nova máquina permanece à minha espera no norte do país. Sábado é o dia. Para evitar mais atrasos e afastar mentalmente eventuais novos compromissos profissionais, acabo de comprar o bilhete na CP. Conto que seja o carimbo que faltava para pôr termo à espera.

A madrugadora viagem de comboio lembra-me subida idêntica que fiz em 2006 para ir comprar a minha Vespa Granturismo 200. Também no Outono. Esta será a terceira scooter que compro na zona do Porto. Os bons hábitos são para repetir.   






sábado, 3 de outubro de 2015

LML em Catorze Meses






Catorze meses exactos foi o tempo que a minha LML 150 4T habitou a minha garagem. Como experiência de scooter de origem indiana correspondeu às expectativas. Em certo sentido, até as superou. Acima de tudo, a imagem que fica é a de uma scooter honesta. Tanto mais honesta quanto mais os seus proprietários se convencerem de que não é uma cópia. 


Compará-la à Vespa PX é normal. Dizer que é uma cópia parece-me errado. É uma scooter com uma identidade e características próprias, especialmente estas LML de motor a quatro tempos. Alguns componentes são exactamente iguais, marca e modelo, como o amortecedor Escort da frente. Outros, são iguais no desenho mas diferentes na qualidade, como os rolamentos da roda dianteira. Outros ainda são totalmente diferentes, como o suave motor a quatro tempos. Comum é o desenho exterior, com muito poucas nuances. E, dísticos e logos à parte, é tão bela como a PX. O que também conta para a experiência. 









É divertida de guiar, totalmente analógica e de sabor anacrónico. Uma espécie de 2CV das scooters. E é também económica de utilizar. Teve ainda qualidade suficiente para superar o desafio maior nas minhas mãos, os perto de dois mil quilómetros em quatro dias do Lés a Lés. Cumpriu e com uma relação entre custo e gozo que, para os factores que eu valorizo, é difícil de bater.


É mais fraca em alguns capítulos do que a Vespa PX. Vários. Mas é mais forte noutros. Embora menos.


Items como a pintura, acabamentos, borrachas, electricidade, montagem e rolamentos são inferiores na LML. Motor quatro tempos, consumo, economia de utilização e - principalmente -  preço estão a favor da indiana. No desenho há um empate, o envelope é igual. A qualidade do papel é que pode ser diferente. Porém, o preço também é diferente. E não é pouco.













Então porquê só catorze meses ?


Em primeiro lugar porque não tenho - nem queria ter - uma ligação demasiado emotiva a esta máquina. Ficar com ela menos tempo do que é habitual na minha garagem é um caminho.


Em segundo lugar porque há outras máquinas que encaixam no perfil do que procuro agora.


Em terceiro lugar porque a brigada dos dois tempos vai voltar a atacar no 18º Portugal de Lés a Lés.  E a Azeitona, com o seu 150cc, iria revelar-se curta para acompanhar o andamento das italianas mais endiabradas. Vitaminá-la não seria economicamente viável.


Em quarto lugar, porque outra scooter se cruzou entretanto no meu caminho.  


Longa vida à Azeitona. 


A corrida ao armamento começou.  




Imagem nº 1 : Júlio Santos
Imagem  nº 6: Rui Tavares