quarta-feira, 29 de julho de 2015

Lés a Lés 2015 (III)






Tendo participado nas últimas oito edições, sinto sempre que o Portugal de Lés a Lés é um evento que tem mais de cinco dias. Desfruta-se das mais variadas formas, a mais intensa e evidente das quais na estrada, durante os dias do evento. Mas não só aí. Em certo sentido, o Lés não é um acontecimento, é quase um processo que se desenvolve ao longo do ano. No pré-evento, com a contagem decrescente para a partida, a escolha e preparação das máquinas, a troca de emails em cadeia entre os membros das equipas próximas. E no pós-evento, com a partilha de fotografias que cada um vai registando, os vídeos, as histórias. Algumas perdem-se na tradição oral e nos lugares menos iluminados da memória. Outras passam ao virtual dos ecrãs, ou às páginas de papel da velha imprensa.


É também por isso que, quase como um asceta, gosto de ir libertando postais numa cadência mais lenta, como se estivesse a saborear a revelação de "rolos de doze" da hoje moribunda Kodak, em vez de descarregar um moderno saco de ficheiros numa vertigem.


A partir desta semana, vão também poder aceder em qualquer tradicional quiosque ou papelaria ao número de Agosto de 2015 da revista Topos & Clássicos, onde podem ler dois artigos sobre a experiência deste ano no Lés a Lés. Um deste vosso escriba, acompanhado de fotografias, e outro do Paulo Simões Coelho, que escreve sobre as expectativas, ansiedades, dilemas e recompensas de um recomeço para a sua Heinkel de 1965. A não perder.  































quinta-feira, 9 de julho de 2015

Lés a Lés 2015 (II)





Enquanto a reportagem não é publicada na Topos & Clássicos, e para compensar a espera, revelo mais uns postais sortidos do meu arquivo do Lés a Lés 2015. 






















Quem também nos fotografou e publicou uma imagem de página inteira foi a revista MotoJornal, no seu sumário da edição de 24 de Junho de 2015, número 1361. Contam-se talvez pelos dedos de duas mãos os exemplares da revista que eu terei comprado nos últimos quinze anos. Mas esta tem lugar garantido no meu arquivo. 





domingo, 14 de junho de 2015

Lés a Lés 2015







A 17ª edição do Portugal de Lés a Lés viu a Scuderia Sereníssima, pela primeira vez, com o número um nos escudos. À Heinkel do Rui Tavares, que já tem dois Lés no curriculum (2008 e 2009) juntou-se agora a estreia da minha LML. Na verdade, foi a LML que arrastou a Heinkel para a edição deste ano, porque a Lambretta 190 de 2014 seria demasiado rápida. Aproveitou-se ainda a remontagem da outra Heinkel, a do Paulo Simões Coelho, para termos um trio teoricamente equilibrado em performance, tudo abaixo dos dez cavalos de potência. Para completar a equipa nº 2, convocou-se novamente o Miguel Lázaro, tripulando uma moderna Sym GTS 125. Este ano tínhamos o regresso do foguete de Mangualde, o Duarte Marques, que levou a sua Vespa PX 200, acompanhado da LML 200 do estreante Paulo Castanheira, ambos perfilados na equipa 4. 


O pequeno filme que aqui apresento é uma abordagem simples e pouco elaborada de alguns registos em video que fui fazendo na minha câmera SJ4000. Não é uma linguagem em que eu me sinta particularmente à vontade, nem o video pretende ser completo, é apenas uma visão que talvez corresponda a um processo de aprendizagem e de adaptação meu a este formato que tem quase tudo de novo para mim. 


A história deste Lés a Lés será escrita com mais desenvolvimento, e a seu tempo, no formato de papel, numa revista dedicada a esta temática dos clássicos. 


sábado, 30 de maio de 2015

Litro na Lisnave (III)






Últimos postais da Margueira, Lisnave. Entre o primeiro e o último post, estive a falar com o meu pai, a ouvir histórias deste estaleiro, por onde ele também passou. 

Histórias da construção de fragatas e petroleiros. Dos navios que já foram desmantelados entretanto, conhecidos pelos seus números de código. Das mil e cem pessoas que chegaram a trabalhar na Lisnave e do orgulho de pertencer a uma estrutura da primeira divisão mundial, no que à construção e reparação naval diz respeito. 

Não sei que futuro estará destinado a este espaço. Antes da crise imobiliária falou-se da construção de uma Manhattan aqui, com edifícios mais altos do que o Cristo Rei. Não avançou. Curioso ter estado em Manhattan há um par de semanas, e me parecer um corpo tão estranho projectar neste espaço ideia semelhante. 

Certo é que os estaleiros, tal como estão, servem de pouco. É um espaço único, para ser lembrado. E universal, para ser reconhecido. É uma memória, um fantasma. Talvez um paraíso para os fotógrafos. E para a boa arte de rua, como algumas fotografias mostram neste conjunto de posts


































































quinta-feira, 28 de maio de 2015

Litro na Lisnave (II)






O fotógrafo desnorteia-se quando a matéria a registar é tão rica quanto a que os estaleiros da Lisnave mostram. Não é difícil documentar. Até justifica revelar mais fotografias do que as habituais. A presença do Vespa Clube de Lisboa, das máquinas e das suas gentes, é a moldura certa para este cenário.