O fotógrafo desnorteia-se quando a matéria a registar é tão rica quanto a que os estaleiros da Lisnave mostram. Não é difícil documentar. Até justifica revelar mais fotografias do que as habituais. A presença do Vespa Clube de Lisboa, das máquinas e das suas gentes, é a moldura certa para este cenário.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Litro na Lisnave
No Litro, na Lisnave, do outro lado do Tejo. Na margem que alguém apelidou de desértica. Onde jaz um estaleiro vazio de máquinas, navios. Pessoas. Esperança.
Em 2015 o Vespa Clube de Lisboa organizou a Prova do Litro em moldes inéditos, quer na época, quer no figurino. Ao invés das tradicionais castanhas de Novembro, escolheu-se uma tarde quente de Maio. E depois de anos num trajecto em linha, optou-se por um circuito desenhado nos desmantelados estaleiros navais da Lisnave na margem sul, propositadamente abertos para a ocasião.
Uma oportunidade única de ver e sentir o fim de um espaço virado para o rio e que preencheu o imaginário de muitos portugueses, pelo seu significado histórico, e porque foi alavanca de parte do complexo de construção e reparação naval português, juntamente com Viana do Castelo e Peniche.
Em 2015 o Vespa Clube de Lisboa organizou a Prova do Litro em moldes inéditos, quer na época, quer no figurino. Ao invés das tradicionais castanhas de Novembro, escolheu-se uma tarde quente de Maio. E depois de anos num trajecto em linha, optou-se por um circuito desenhado nos desmantelados estaleiros navais da Lisnave na margem sul, propositadamente abertos para a ocasião.
Uma oportunidade única de ver e sentir o fim de um espaço virado para o rio e que preencheu o imaginário de muitos portugueses, pelo seu significado histórico, e porque foi alavanca de parte do complexo de construção e reparação naval português, juntamente com Viana do Castelo e Peniche.
A prova decorreu com a boa disposição habitual. Os depósitos foram secos e reabastecidos em seguida com vinte centilitros de combustível. Para evitar as suspeitas das Vespa que andam movidas apenas a oxigéneo, e para conferir credibilidade à descontraída festa, a organização selou os depósitos após o abastecimento.
Para a história ficou o registo do vencedor: percorreu mais de quatro voltas ao circuito de cerca de três quilómetros, numa Vespa PX presença habitual no Lés a Lés.
A Azeitona só partiu quando os primeiros já completavam a primeira volta. Fez um pouco menos de três voltas até secar, um registo mediano. Parou a tempo de me permitir cozinhar as fotografias que sirvo na tela em seguida.
Depois da prova e do tempo da Nikon, a noite caiu lenta sobre o jantar, aquecendo as almas para os concertos das três bandas no Cine Incrível Almadense. No palco, os membros das bandas são scooteristas ligados ao clube, pelo que a festa e a proximidade estão asseguradas.
Um programa versátil e completo a encerrar o Litro 2015 e o Vespa Primavera Fest. À altura do melhor clube do mundo.
Para a história ficou o registo do vencedor: percorreu mais de quatro voltas ao circuito de cerca de três quilómetros, numa Vespa PX presença habitual no Lés a Lés.
A Azeitona só partiu quando os primeiros já completavam a primeira volta. Fez um pouco menos de três voltas até secar, um registo mediano. Parou a tempo de me permitir cozinhar as fotografias que sirvo na tela em seguida.
Depois da prova e do tempo da Nikon, a noite caiu lenta sobre o jantar, aquecendo as almas para os concertos das três bandas no Cine Incrível Almadense. No palco, os membros das bandas são scooteristas ligados ao clube, pelo que a festa e a proximidade estão asseguradas.
Um programa versátil e completo a encerrar o Litro 2015 e o Vespa Primavera Fest. À altura do melhor clube do mundo.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
NYC
NYC - Numa certa perspectiva é o centro do mundo. Na simbologia da liberdade, da livre iniciativa. Dos arranha céus. Da moderna finança. Do cosmopolitismo. Do 9/11. Da força e raça tão bem esculpidas no bronze do charging bull à frente do New York Exchange.
Manhattan é um pedaço de terra onde se ergue a grande altura uma cidade paradoxal. Cheia de desequilíbrios, mas não só no horizonte. Move-se por linhas de força contraditórias. E, no entanto, é estranhamente unida no orgulho nova-iorquino. Tem tudo. Um concentrado do melhor e do pior. Talvez seja, em simultâneo, a mais avançada e mais arcaica das cidades avançadas.
A mobilidade é só um dos exemplos destes extremos. Aqui anda-se de quatro formas: a pé, de bicicleta, de SUV. E de V8 (!). A moto é uma raridade. A scooter é uma sub-espécie negligenciada e que quase se confunde com a Vespa. Encontram-se menos scooters do que Porsches ou Maseratis. Que são, por definição, raros.
Um scooterista aqui é alguém que corre por fora. Um ciclista motorizado, talvez menos louco. Ou bem informado.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Benefícios de Uma Insónia
Sexta para sábado. Deito-me cedo porque estou exausto de uma semana de loucos. E com uma rara insónia que me impediu de prosseguir no sono para além das cinco e meia da manhã. Às voltas na cama, aguentei até às seis e vinte. "Vou ver o dia a nascer".
Capacete aberto, luvas. Kick. Saio da garagem e o céu está naquela transição do escuro profundo para um progressivo azul clareado. Naquela luz que se mede diferente a cada minuto que passa. Paro cá fora, disfarço que ajeito o capacete e as luvas, como se alguém estivesse a observar-me. Na verdade, estou a olhar o céu a mudar. O sol não se vê e o frio ainda é o da noite. Deixo-me estar sentado em cima do banco creme, motor a trabalhar, sincopado. E, apesar dele, muitos pássaros alegres dominam as árvores em redor, indiferentes ao tímido pam-pam-pam. Agradeço à insónia a oportunidade, pressiono a embraiagem e rodo o punho para engatar a primeira.
Escolho o rumo ao acaso, mas sei que a Nikon vai sair do saco para completar o passeio. Não vou muito longe. Alguns dos cenários de Bianca, ver passar o primeiro comboio à luz do dia. Vão ser duas horas a fotografar e a voltar a ver coisas simples. Descendo ao vale ainda escuro e subindo à montanha já clara. Já respiro melhor assim.
sábado, 4 de abril de 2015
Uma Heinkel e Um Desafio
Uma Heinkel não se vê todos os dias. Uma Heinkel ressuscitada para a vida pelas mãos do seu proprietário, cuja profissão nada tem a ver com mecânica, é ainda mais raro.
O Paulo, o metódico homem do capacete laranja que aparece amiúde neste blog, gosta de desafios e este é só mais um.
Há umas semanas celebrámos com um cappuccino no Príncipe Real os primeiros quilómetros da segunda encarnação da sua Heinkel Tourist A2. Refeita mecanicamente e quase em exclusivo pelas mãos dele, com a ajuda de livros, dicas de amigos e especialistas, conhecimento, versatilidade e muita paciência.
Depois do desafio do restauro mecânico, vai seguir-se o de tentar apresentar-se e concluir o Lés a Lés deste ano com a Heinkel, em substituição da sua conhecida Vespa P177. Falta-lhe ainda terminar a rodagem, sobreviver a uma embraiagem pesada como um elefante, e realizar um número suficiente de quilómetros para ganhar confiança na fiabilidade da máquina para enfrentar a empreitada.
Depois de superado este extenso caderno de exigências, veremos se ele estará disponível para aceitar um último desafio: escrever sobre a experiência neste mesmo espaço.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Na Terra de LML (IV)
Três semanas sem rodar a chave de contacto numa scooter. Sem subir a rampa da garagem. Já começo a perder a memória próxima das sensações associadas. O que habitualmente faz soar um sinal de alarme: quebra dos níveis de equilíbrio. Na scooter e fora dela.
A cuba do carburador já deve estar bem seca e a bateria pode não ter força para fazer rodar o motor de arranque. Ainda bem que tenho kick.
Amanhã vai ser dia de dar uma volta e dizer bem-vinda Primavera, antes de mergulhar outra vez uns tempos para debaixo de água.
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