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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Litro & Castanhas no Vespa Clube de Lisboa



 


Amanhã é dia de Prova do Litro.

Depois de 2015, em que trocámos o Outono pela Primavera, e tivemos a oportunidade irrepetível de explorar os estaleiros da Lisnave de Vespa e de máquina fotográfica em punho, este ano o Vespa Clube de Lisboa decidiu voltar ao figurino tradicional. O que significa o regresso da água pé.

Como se sabe, o objectivo da prova é realizar a maior distância possível com rigorosos vinte centilitros de gasolina.

Toca, portanto, a reprogramar esses carburadores, aliviar peso e encher os pneus na carga máxima. 

Se ainda não se inscreveram, rodem o punho até ao VCL.  


domingo, 10 de abril de 2016

De Infante a Embaixador




Desde 1957 que o Vespa Clube de Lisboa habitava na Avenida Infante Santo. Há quase sessenta anos, que é o tempo de uma vida. De várias vidas. Gerações de Vespistas do mais antigo clube português de duas rodas habituaram-se à sede na nobre Avenida. 

Todos nós guardamos gratas memórias daquele espaço.

Porém, é só uma sede.

Tive a certeza disso quando na passada 5ª feira, 7 de Abril, vi as largas dezenas de Vespa espalhadas pelos passeios desenhados a régua e esquadro à volta do jardim onde se senta a nossa GS de bronze.

Tive a certeza disso quando vi a sede parecer tão pequena para tantos.

Tive a certeza disso quando vi os sorrisos da fotografia da reportagem de página inteira do Diário de Notícias cheia de sócios e amigos do Clube. Sócios do tempo da fundação, lado a lado com jovens que ainda nem idade têm para conduzir uma Vespa, mas já anseiam por continuar a fazer parte da história. 

É desta continuidade que se fazem as instituições. Sobrevivem às gerações de fundadores.

A história, essa, vai continuar a escrever-se, mas em Belém, no número 37 da Rua do Embaixador. 


Imagem:Pedro Rocha / Global Imagens /Diário de Notícias

sábado, 26 de março de 2016

Serra Prometida (II)





Se fotografar é conferir importância, então estes pedaços de realidade são importantes. Pelo menos para mim. Valorizá-los, mostrando de caminho algumas das faces belas da maior das nossas serras continentais, é só parte desse gosto pessoal.  





















sexta-feira, 18 de março de 2016

Serra Prometida





O encontro é cada vez mais com a Serra. Com a espera de meses, semanas e dias pelas terras onde quase tudo está em bruto. Onde a natureza quase sempre se impõe ao Homem. Onde estamos mais perto dos nossos limites naturais, da percepção da finitude. Onde nos sentimos atraídos para a comunhão com a natureza que ainda subsiste aqui, na pureza dos rios e dos vales que são um lugar de paz. Onde ainda há pastores, como nos conta o filme de Jorge Pelicano. 

Ao contrário de outras viagens de scooter com o Vespa Clube de Lisboa, em que interessa mais a viagem e menos o destino, aqui a paragem final tem, para mim, uma dimensão reflexiva ou introspectiva importante. Encher os pulmões deste ar, observar a natureza, as cores naturais desta linha de horizonte. Cruas, não editadas. É um alimento para a alma.

Deslocar-me até aqui de scooter é só a metáfora perfeita do respeito pela grandiosidade da Serra. Podia ser de cavalo. Ou de bicicleta. Mas para isso precisaria de muitos dias, que não tenho. Prefiro a scooter. Que é o mais frágil dos veículos motorizados. Tão fraco e tão forte. No fundo, como o Homem.   


















segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Castanhas no Vespa Clube de Lisboa




No Domingo o Vespa Clube de Lisboa convocou sócios e amigos para arrastar o São Martinho até à sede na Avenida Infante Santo. As castanhas e a água pé estiveram ao nível do melhor clube do mundo, e até deu para um pequeno passeio pela cidade de sonho que é Lisboa, até ao Miradouro do Jardim do Torel. A mim soube-me ainda melhor este encontro e convívio despojado e simples, num dia de ressaca da tragédia de Paris. Obrigado Vespa Clube de Lisboa.






















Imagens 4 e 7 - João Máximo

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Ibero Vespa 2015 - Costa Alentejana (II)





Roupa no estendal e uma Vespa no descanso lateral em contraluz. 

Três cores fortes assistem na primeira fila a uma reparação no centro da arena.

Um capacete de fabrico português e homologação DGV encabeça um iglo num quadro pintado de toalhas.

Escolham o vosso postal do Ibero Vespa.







































segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ibero Vespa 2015 - Costa Alentejana





O encontro ibérico anual organizado pelo Vespa Clube de Lisboa nunca desilude. 

Depois de quatro anos ausente, tive oportunidade de voltar e encontrei mais de duzentos vespistas ávidos por explorar a beleza natural da costa alentejana, de preferência com as mãos no guiador da Vespa. 

Nota relevante para as cerca de quatro dezenas de espanhóis presentes, o que emprestou um colorido verdadeiramente ibérico ao grupo. 

Três dias de descontracção e bom tempo, com a base de operações montada no parque de campismo de Santo André, o labor impecável da organização liderada pelo João Máximo, e a flexibilidade habitual para todos os que quiseram gozar a luz alentejana. A do sol e a da discoteca improvisada no bar junto à praia. 

Como sempre nestes encontros de mais de um dia, há tempo para tudo. Até para produzir umas chapas do cenário campista antes que todos os outros se levantem das tendas. 

Espero não ter que esperar mais quatro anos para conseguir ir ao próximo.  





















sábado, 30 de maio de 2015

Litro na Lisnave (III)






Últimos postais da Margueira, Lisnave. Entre o primeiro e o último post, estive a falar com o meu pai, a ouvir histórias deste estaleiro, por onde ele também passou. 

Histórias da construção de fragatas e petroleiros. Dos navios que já foram desmantelados entretanto, conhecidos pelos seus números de código. Das mil e cem pessoas que chegaram a trabalhar na Lisnave e do orgulho de pertencer a uma estrutura da primeira divisão mundial, no que à construção e reparação naval diz respeito. 

Não sei que futuro estará destinado a este espaço. Antes da crise imobiliária falou-se da construção de uma Manhattan aqui, com edifícios mais altos do que o Cristo Rei. Não avançou. Curioso ter estado em Manhattan há um par de semanas, e me parecer um corpo tão estranho projectar neste espaço ideia semelhante. 

Certo é que os estaleiros, tal como estão, servem de pouco. É um espaço único, para ser lembrado. E universal, para ser reconhecido. É uma memória, um fantasma. Talvez um paraíso para os fotógrafos. E para a boa arte de rua, como algumas fotografias mostram neste conjunto de posts